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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sim, eu vi Shrek para sempre.




Bem aventurado o meu amigo Sr.C, que postou aqui uma maravilhosa critica do filme Toy Sotry 3. Como ví o filme um pouco depois dele, acabou que ele ficou com a crítica, não eu. Sobrou para mim ver a outra grande franquia das animações digitais, Shrek, que também encerra a sua saga com o seu quarto capítulo.

Quando eu falo "sobrou pra mim", deve ter ficado a impressão que eu estou escrevendo neste momento a crítica de um filme deplorável. Perto de Toy Story 3, ele chegap erto disso. Mas, analisando "Shrek para sempre" de maneira unificada, percebemos que a Dreamworks passa os 93 minutos de duração do filme tentando fazer algo que parecia impossível: dar a redenção a uma série que acabou de maneira insonsa (em seu terceiro capítulo, "Shrek Terceiro").

E a Dreamworks consegue novamente.




Shrek, por sí só, já poderia ser considerado o "punk rock" das animações. Crítica a Disney, a Pixar e toda a forma de cultura POP de maneira divertídissima sem deixar de ser infantil. O ogro que se apaixona pela princesa, com o tempo, se tornou símbolo de uma interessante
contra-cultura dos anos 2000. O segundo filme da franquia (Sem subtítulos rebuscados, chamado apenas de Shrek 2) acentua ainda mais esse lado transgressor de Shrek, pecando apenas em deixar de lado a infantilidade, que também é muito importante em uma animação desse porte.

O terceiro filme não só estragou a qualidade da franquia, com otambém estragou toda a ideologia que gira em torno dela. mais preocupado em vender brinquedos pelas redes Mcdonald's do que com a qualidade do roteiro, o filme peca por abraçar os clichês dos filmes do gênero, mas agora não como um deboche, e sim, como parte do corpo narrativo. O sucesso de marketing e bilheterias foi garantido. Agora, que o filme foi um furo no coração dos fãs, isso não se pode negar de maneira alguma.

Depois de ler esses dois parágrafos, o leitor deve entender então, como deve ser díficil redimir uma saga que foi enterrada de maneira tão pretensiosa e ruim. Pior do que um filme ruim, é um filme sem ideal, e "Shrek Terceiro" foi isso.

Já "Shrek Para sempre" pode não ser uma obra prima, um filme inovador como os dois primeiros. Longe disso, é um filme comum que decepciona todos aqueles que esperavam um filme que pelo menos fizesse jus ao seu concorrente animado da Disney/Pixar. Mas ainda assim, é um filme que resgata o humor à saga, e que usa de recursos narrativos muito inteligentes e criativos para renovar personagens que já estavam repetitivos, como a princesa/ogra Fiona e o Gato de Botas.

O recurso narrativo inclusive, é o ponto alto do filme. Colocar Shrek em uma "dimensão paralela" resolve boa parte dos problemas que um filme do Ogro fedorento deve ter. Com essa dimensão, o ogro tem uma missão, tem uma lição de moral ("não reclame de barriga cheia"), tem novos personagens, tem um vilão interessante (um dos mais criativos da franquia) e ainda temos conceitos divertidissimos para os cuadjuvantes já batidos.




Isso torna a história um tanto "externa", como se ela não pertencesse a franquia, a cronologia, por que ela não acrescenta nada propriamente dito para a "cronologia ogriana". Mas, é essa falta de preocupação com os limites impostos por cada personagem e pela própria trama acaba caindo como uma luva para o universo do ogro. É como uma interessante fuga da mesmice que já matava a franquia a muito tempo.

O grande erro do filme é o grande erro de quase todos os filmes. Clichê. Coisas como "para salvar tudo, tem que ter o beijo de amor verdadeiro" ou Rebelião boazinha vs Ditadura malévola são coisas que incomodam durante a sessão. Mas nada que supere a senssação de ver o Ogro ter finalmente, um final feliz. Tanto no enredo, quanto para nós, que só queríamos um final decente para ele.

Seria muito bom se esse fosse o honroso capítulo final de uma franquia tão interessante. Infelizmente, um filme do Gato de Botas já esta sendo produzido e a Dreamworks estuda a possibilidade de incluir um do Burro nesse bolo. Não é o dragão, nem Rumpelstilskin, nem qualquer outro vilão que Shrek e sua turma já tiveram que pode matar o Ogro. É sim, a desprezível ganância que assola hollywood.

Quem sabe um bravo cavalheiro, algum dia, não possa vencer esse monstro tão vil que atormenta boas franquias como essa?

NOTA: 7,0

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sábado, 31 de julho de 2010

O Doutor Pop: Um entusiasta da Ciência




Michio Kaku nasceu em 1947 em Palo Alto, na Califórnia-EUA. Desde muito pequeno se mostrou imensamente interessado em Ciência e quando jovem construiu um acelerador de partículas de 2,3 milhões de volts na garagem de seus pais (episódio que resultou na queima de todos os fusíveis da casa e consequente falta de energia) e após o acontecimento ingressou na universidade de Harvard, onde se formou como Bacharel em Física em 1968.
Confesso fã de Ficção Científica, Michio Kaku se tornou PhD em 1972, conheceu grandes figuras da área como Stephen Hawking e Carl Sagan, apareceu em diversos programas de TV, deu entrevistas para Talk Shows, tornando-se um verdadeiro entusiasta da ciência.
Co-criador da teoria de campos de corda, Michio Kaku procura sempre deixar suas explicações o menos maçantes possível, mostrando o quanto a Ciência pode ser legal se bem trabalhada!

Recentemente ele passou pelo Brasil e concedeu uma entrevista ao programa "Espaço Aberto: Ciência e Tecnologia" do canal GloboNews, que pode ser assitida na íntegra logo abaixo. Nela, Michio, que já é considerado um dos homens mais inteligentes do mundo, disserta bastante sobre a Ciência do Impossível (coisas como Invisibilidade, Teletransporte e Viagens no tempo), além de fazer uma analíse interessante do momento tecnológico que vivemos, falando inclusive do Brasil. Assista:



Bibliografia de Michio Kaku :(Fonte: Wikipédia)

* Hiperespaço; 2000; Rocco
* Para além de Einstein; 1987; Europa-América
* Visões; 1998; Editorial Bizâncio
* O Cosmos de Einstein; 2005; Gradiva
* Visões do Futuro; 2001; Rocco
* O Cosmo de Einstein; 2005; Companhia das Letras
* A Física do Impossível, 2008, Editorial Bizâncio
* Mundos Paralelos, 2009, Editora Rocco


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- Entenda tudo sobre Viagens no Tempo
- O que é "Ciência de Borda"? (destaque para série de TV Fringe)

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saiu o trailer de Thor!






Após a comic-con, em San Diego, Califórnia, uma boa alma se deu o trabalho de siponibilizar o trailer. O grande problema é que a Marvel tá tirando a torto e a direito todos os links que encontra.

Achei, por acaso, um bom bem aqui:

http://thefilmstage.com/2010/07/29/thor-trailer/?utm_source=wordtwit&utm_medium=social&utm_campaign=wordtwit

Corram, antes que a Marvel tire esse também.

O que eu achei? Olha, bem, pensando....FICOU FOOOOOOOODA DEMAIS!

Nunca imaginei que o velho Kennet conseguiria fazer um universo Thor SEM ELEMENTOS VIKINGS MUITO CLAROS se tornar tão fodão, tão expansivo.

Só que, como grnade fã de rock, senti falta da música "God of Thunder", do Kiss. Acho que ela geraria uma associação tão boa quanto "Iron Man" do Black Sabbath gerou em Homem de Ferro.

Segue um vídeo da música, percebam como ela casaria perfeitamente no trailer:



Fodástico né?

Fonte: melhoresdomundo.net

(ATUALIZAÇÃO: Retiraram o vídeo. Quem viu, viu)

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Edukators



"Ideologia! Quero uma pra Viver" - Disse o poeta uma vez.


É fato que hoje em dia poucos pessoas vivem uma ideologia, seja ela qual for, afinal vivemos uma vida confortavel e não temos mais pelo que lutar, não é? Aparentemente tudo já foi feito.
O filme "The Edukators"(Die fetten jahre sind vorbei-2004) dicute justamente esse tema e indaga qual o papel do jovem no mundo atual, porque não vemos mais grandes movimentos estudantis ou mesmo porque estamos tão acomodados com essa realidade.
Em certo ponto do filme um dos personagens diz que "antigamente era só ter o cabelo grande e usar drogas que o sistema estava automaticamente contra você. Hoje camisetas do Che Guevara e adesivos com o simbolos de anarquia são vendidos em Shopings" e este é apenas um dos excelentes diálogos presentes nesse longa. Um filme que com toda certeza vai te fazer pensar sobre o mundo a sua volta e perceber que, no fim das contas, nem tudo foi feito ainda.

A trama gira em torno de dois jovens ativistas, Jan e Peter, que durante o dia saem as ruas para protestar contra a injustiça do sistema capitalista de produção e a burguesia que o alimenta, mas durante a madrugada invadem mansões com o intuito de revirar a mobília e deixar mensagens de protesto, sem roubar nada, apenas deixando a marca dos "Educadores".

Conforme a trama se desenrola a namorada de Peter, Jule, se envolve no esquema, mas acaba esquecendo seu celular em uma das mansões e ao invadir a casa novamente para recuperar o telefone, o empresário dono da casa os surpreende, sendo sequestrado pelo trio.
A partir daí, o filme se passa quase que interamente em uma casa isolada onde discutem sobre seus ideais e sentimentos, sendo que o rico empresário Hardenberg se mostra um ex-revolucionário e confronta os garotos com um futuro conformista em que a utopia desaparece dos pensamentos.

Além de interpretações excelentes, o filme conta ainda com a precisa direção de Hans Weingartner, que não deixa a peteca cair nem mesmo quando o assunto do filme é desviado para um triângulo amoroso entre os protagonistas, sem falar na trilha sonora muito bem escolhida.

Filmes que incitam um debate filosófico como "The Edukators" estão em extinção e por isso vale a pena garimpar um pouco por aí para encontrar esta pérola do cinema alemão e refletir um pouco sobre o que você está fazendo para mudar o mundo (que precisa urgente de mudanças), o que não é dificil, afinal: "Todo coração é uma célula revolucionária!", não é?

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um dia sem mexicanos!




Dados estatísticos comprovam que um terço da população ativa da Califórinia é formada por latinos- mexicanos, hondurenhos, cubanos e imigrantes da América Central como um todo- e descendentes de latinos e também é conhecida a dura repressão que as autoridades norte-americanas impõem aos imigrantes ilegais.
O filme "Um dia sem mexicanos" ("A day whitout a Mexican" -2004) começa mostrando o cotidiano de algumas pessoas da Califórnia, desde uma reporter latina até um senador racista, passando por um ativista xenófobo e pró-deportação, entre outros personagens com visões bem diferentes sobre a imigração de latinos nos EUA, quando de uma hora para outra todos os latinos desaparecem de lá.

O súbito desaparecimento de milhares de pessoas não só assusta todos os californianos como também transforma o Estado em uma anarquia, porque os habitantes finalmente percebem que a "invasão" latina é benefica para os dois lados.

A partir do acontecimento acima o diretor Sérgio Arau mostra com um humor fino todas as consequências da realização deste "sonho" californiano (e norte-americano, por tabela) e é neste ponto que o filme deixa de ser somente uma ficção sobre o fato e passa a ser uma dura critica ao preconceito e a exploração, mostrando a quem quiser que os latinos fazem muito mais que simplesmente "roubar" a assitência social do Estado.
No decorrer do filme, o colapso social é evidente e Arau ainda encaixa uma "cobertura jornalistica" do fato (deixando o filme com cara de documentário) que demonstra por a mais b que mesmo que os latinos custem milhões aos cofres públicos, eles produzem bilhões com sua mão-de-obra barata.

Óbvio que o tema é muito espinhoso para ser tratado em um longa com tons de comédia, mas é bem interessante notar como o diretor é capaz de nos arrancar gargalhadas em determinadas cenas e fazer-nos refletir sobre geo-politica e preconceito em outras.

Existem defeitos no filme, como um exagero de tramas paralelas, envolvendo desde casos extraconjugais até uma família e sua filha adotiva, mas nada que se sobreponha a trama principal do longa, deixando ainda uma critica velada as conhecidas novelas mexicanas com suas milhares de sub-tramas e uma enrolação que só os espectadores do SBT consegeum engolir.

Enfim, "Um dia sem Mexicanos" tem o mérito de tornar engraçado uma situação que não deveria ter graça nenhuma e consegue isso contando apenas com um bom trabalho de direção que não desrespeita ninguém, mas cobra respeito de muitos.

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sábado, 19 de junho de 2010

Toy Story: Amigo Estou Aqui


Eu adoro ir ao cinema. Amo toda a experiência do telespectador se envolver com o filme, torcer pelo herói e odiar o vilão, ver emoções complexas serem transmitidas atráves de um simples ângulo de câmera, de uma expressão no rosto do personagem ou de uma nota musical. Não é a toa que vou quase todo fim-de-semana pegar um cineminha e, com o tempo, isso foi entrando na minha rotina. Semana após semana, eu presencio filmes empolgantes, alguns recheados de ação e outros cheios de diálogos inteligentes, mas era raro que um filme me marcasse. Entretanto, nessa última semana, eu tive a oportunidade de "sofrer" uma emoção dentro da sala de cinema inédita para mim, que me fez relembrar porque eu sou tão apaixonado por essa arte. Essa experiência ocorreu quando fui assistir "
Toy Story 3".

Como muitos devem saber, "
Toy Story" foi feito em 1995 e é considerado um dos primeiros longa-metragens feito completamente em animação digital. O filme virou um fenômeno, deixando todos loucos para ter um Buzz Lightyear na prateleira ou um Caubói Woody na cabeceira da cama. Crianças do mundo inteiro se encantaram com esse universo. Na epóca, era comum ver garotos e garotas sentados na sala de estar das suas casas revendo a fita cassete pela vigésima quinta vez enquanto brincavam no tapete com seus bonecos do Cabeça-de-Batata.


Após "
Toy Story 2" em 1999, abordando o medo do esquecimento que assombra os brinquedos, a Pixar chegou em 2009 anunciando o terceiro capítulo dessa saga que iria abordar, pasmem, a ida de Andy, o dono dos brinquedos, a faculdade e as consequências disso para Buzz Lightyear e Cia. Sinceramente, eu não estava com muita expectativa. O desconhecido Lee Unkrich, co-diretor de "Procurando Nemo", iria assumir a direção e John Lasseter, renomano diretor dos dois primeiros "Toy Story", iria ficar apenas no roteiro junto com Michael Artnd("Pequena Miss Sunshine"). A vontade de ver era tão pouca que, quando cheguei ao caixa do cinema, dei preferência para Kick-Ass mas acabei pegando a sessão de "Toy Story 3" como substituição. Apesar de acidental, escolher um filme para criança e recusar mais um filme de ação foi uma das coisas mais acertadas que eu já fiz.

Quinze anos se passaram desde o primeiro filme e as crianças que viram "
Toy Story" naquela epóca hoje se tornaram universitários e pais de família. Foi particularmente estranho estar presente numa sessão de um filme infantil e constatar que só havia seis crianças entre as sessenta pessoas presentes.As luzes se apagaram e a expectativa do reencontro começou a tomar conta do meu organismo. Os trailers simplesmente passaram, sem que eu prestasse atenção.O filme finalmente começa e é inevitável um sorriso surgir ao ver e ouvir as vozes de velhos amigos como Buzz e Woody na telona mais uma vez. Logo nos minutos iniciais, começa a tocar a tipíca música-tema, "Amigo Estou Aqui", acompanhado por uma sequência de cenas que mostra a infância do Andy atráves de fragmentos de vídeos caseiros. Nessa hora, é impossível evitar a viagem até os tempos de moleque.A emoção bate na goela.

No desenrolar da trama, observamos um filme mais triste que o normal. Os pesadelos que rondavam a turma de brinquedos em "
Toy Story 2" começam a acontecer de verdade. Durante as quase duas horas de filme, eles são esquecidos, doados, mal-tratados e até mesmo jogados fora. Mas isso não quer dizer que não tenha momentos engraçadissimos, como o Buzz Lightyear resetado tomando conta da prisão e o boneco Ben dando recaídas aqui e ali.


Apesar do roteiro ter um aspecto de comida requentada certas vezes, é inegável a qualidade do filme. Após irem parar por acidente na creche Sunnyside, Buzz e Cia. são subjugados pelo urso de pelúcia Lotso e seus comparsas, que os aprisionam, até que Woody cria um plano para resgatá-los. Essa é a basicamente a história do filme. Mas o que chama destaque aqui é o jeito que a história é contada. A referência ao comunismo na hierarquia de brinquedos na creche Sunnyside, o jeito que os corredores da creche mudam de alegres para aterrorizantes com uma mera mudança de ângulo e a utilização de um bebê de brinquedo como brutamontes são algumas das idéias geniais.

Entretanto, a confusão na creche acaba indo mais longe do que se pensava e eles acabam indo parar no Lixão, rendendo uma das cenas mais avassaladoras da película. Próximo do fim do filme e após fazerem de um tudo para poderem sobreviver, a família de brinquedos do Andy acabam indo parar no Aterro Municipal, numa esteira que leva até um forno. Quando a vaqueira Jessie vira para Buzz e pergunta "E agora?", ele apenas segura sua mão. Ao perceber que todos aqueles esforços foram uma tentativa inútil de fugir de um fim inevitável, em vez de tentarem armar mais um plano de fuga, eles apenas seguram as mãos um dos outros e fecham os olhos. Nessa altura, eu já estava a beira de um infarto. Tudo isso apenas para surgir, de repente, uma solução salvadora e brotar um sorriso aliviado no rosto do telespectador.

A melhor parte do filme fica nos últimos trinta minutos. A despedida final dos personagens para com o público é de emocionar até o mais frio dos assassinos. Ver Andy descrevendo os bonecos um por um foi como se nós falassemos atráves dele. Tudo ali, a última brincadeira, o Woody soltando um sonoro"Adeus, parceiro", praticamente tudo me deixava mais encolhido na cadeira com ar choroso. Cada minuto que se passava era um lamento pois era um minuto mais próximo do fim. Entenda, eu sou um jovem moderno padrão, me empolgo fácil e me emociono raramente como todo adolescente, mas ao ver aquelas figuras que me acompanharam desde que me dou por gente tendo um desfecho, encontrando um fim digno, foi uma mistura de emoções extremamente poderosa. Foi como dar o último adeus ao teu melhor amigo, um fim doloroso e delicioso ao mesmo tempo. Quando acabou o filme, eu observei as crianças correndo entre as cadeiras e suspirei, com uma mistura de saudade e inveja daqueles que desfrutam essa coisa maravilhosa que é a infância.


Exatamente por essas experiências únicas que eu comecei adorar o cinema e parabenizo a Pixar por ter dado a mim e a milhões de outras pessoas a oportunidade de acompanhar a jornada desses meros brinquedos que carregaram nas costas os nossos corações durante esses quinze anos.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Sim, eu vi A Estrada.


Mal chegamos no meio do ano e eu já vi muitos filmes que eram longamente esperados pela crítica. "Homem de Ferro 2", "Alice no país das maravilhas" (decepcionantemente bobo) e "Robin Hood" (chato ao extremo).


Sem exageros, posso garantir que o melhor que eu ví até agora foi "A Estrada", que é baseado em um romance homônimo de Cormac McCarthy (mesmo autor de "Onde os fracos não tem vez).

O filme é uma poesia gigantescamente cruel. Quer entende-lo? Imagine "2012". Agora tire um punhado de cenas de ação bobas e troque por diálogos inteligentes e momentos de tensão que prendem o espectador de maneira incrível. Pronto, temos "A Estrada", o maior épico sobre o apocalipse do cinema contemporâneo até agora.

Aqui, o fim do mundo não é mostrado. Vemos o que acontece depois dele, como os poucos traços de humanidade vão sumindo, e dando lugar a bestialidade natural que nós temos ao passar por grandes dificuldades.Será que somos capazes de matar nossos filhos para que eles não sofram? Somos capazes de comer outros humanos vivos para não morrer? O que define o "mocinho" e o "bandido"? Essas perguntas são constantes nesse filme. Nunca o lado selvagem do ser humano foi retratado de maneira tão bruta e irracional.

Assim, o filme transcorre sem trama própria, sem objetivo, lembrando um pouco os filmes "malucos" de Kubrick. Mas aqui, a "falta de rumo" tem explicação óbvia: Se o mundo acabasse, em uma visão realista, o seu único objetivo seria sobrevivência imediata e sem lógica mundana.

O australiano John Hillcoat faz da própria sobrevivência uma aventura, e, para retratá-la, se utiliza de poucos personagens. Um pai (Viggo Mortensem) e seu filho (Kodi Smith-McPhee ). Os dois não tem seus nomes retratados e, intragem com pessoas em poucas ocasiões, geralmente curtas. É o tipo de história que não funcionaria em mídia alguma, ou seja, foi moldada para ser uma grande filme.

A fotografia impecável, lembra, inclusive, os desenhos de Steve Epting quando são magistralmente coloridos por Frank D'amarta ( a dupla de arte de "Capitão América"). Cores homogêneas, que mudam pouco no decorrer da história os tons de cinza e preto que passam pela paisagem. Uma estética arriscada em hollywood, mas que funciona aqui perfeitamente. No único momento do filme em que os tons são felizes e claro (um flashback) sentimos um contraste gigantesco, daqueles que geram "luzinhas" em nossos olhos. Era o que a equipe de arte queria, obviamente, nos forçar a entender como a mudança do homem altera a natureza do meio, e vice versa.

Esse flashbacks, aliás, são o ponto chave do filme. Charlize Theron interpreta a mãe (também anônima) que prefere abandonar o filho e o marido a viver naquela situação. Theron mostra uma fúria perante a injustiça da situação tão grande que não tenho medo de falar que ela ofusca Mortensem em inúmeros momentos do filme. Os outros coadjuvantes, embora tenham participação pequena, se saem muito bem também.

Talvez o único problema do filmes esteja nas situações em que os coadjuvante são lançados, que parecem um pouco desconexas se forem colocadas em uma linha de tempo comum. Nada que prejudique um filme fantástico, mas que me impede, pro exemplo, de dar a nota máxima.

Então, fica aqui a dica. Fuja desses blockbusters que prometem revolucionar e no fim são só historinhas inocentes e mamão com açúcar (Alice...). A Estrada é, possivelmente, um dos melhores filmes de 2010 e deve ser visto de imediato!

Nota: 9,8

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

RollerCoaster e o cinema definhando!


Quem, em sua infância marota, nunca jogou The Sims, Sim City ou o MELHOR QUE TODOS OS ANTERIORES RollerCoaster?


Pois é, parece que a Sony comprou os direitos para a produção de um longa animado do jogo.Harald Zwart, que já é o responsável na área de produção técnica, também tem grandes chances de assumir o manto de diretor, e David Ronn e Jay Scherick (que tem a missão de adaptar os Smurfs) ficarão com o roteiro.

Pros que são muito jovens ou muito burros (provavelmente os dois), RollerCoaster é um jogo para PC que encantou gerações com sua premissa simples: Criar, gerir e lucrar com um parque de diversões.

O que sempre cativou as pessoas a jogarem é uma espécie de "efeito Brasfoot", onde você tem a sensação que coisas impossíveis são possíveis, mantendo ainda a dificuldade e realidade proporcionalmente equiparáveis as da vida real.

Sinceramente, não levo fé. Um por que há anos anunciam adaptações de jogos sem história (como Banco Imobiliário) e nunca conseguiram nada. Não sei como seria possível se adaptar RollerCoaster sem simplesmente deturpar todo o conceito original.

E que conceito original é esse? Simples, o de VOCÊ escrever o roteiro, da história ser sua, e não já estar pronta como na maioria dos jogos eletrônicos que vemos por aí.

Por que ao invés de gastarmos milhões de dólares em filmes que já sabemos que serão ruins não pegamos metade desse dinheiro e produzimos continuações melhores e mais elaboradas para estes jogos?

E com a outra metade, gastamos em uma boa safra de roteiristas e diretores que podem criar um boa e inventiva história, sem a necessidade de se adaptar de algo?

As adaptações (principalmente as de quadrinhos) "salvaram" o cinema de um claro fracasso, de ser ultrapassado. Mas elas não são as unicas soluções! Por que agora tudo é adaptação? Por que não gastarmos menos com simples história que incentivem a arte, e não só o entretenimento?

Parece que as boas histórias estão se acabando aos poucos, o que é estranho, pois se olharmos em nossa volta, milhões de boas histórias extremamente originais surgem diariamente, sobre os mais variados temas.

A impressão que eu tenho é que as adaptações são uma cura que, apresar de prazerosa, pode acabar matando o cinema tanto quanto o ostracismo ou a pirataria.Cuidado.

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sim, eu vi Homem de Ferro 2 (por Capitão Brasil)


"O Cavaleiro das Trevas" não é um filme sobre o Batman. É sobre poder e caos.


"X-Men 2" não é um filme sobre mutantes. É sobre preconceito e paz.

Estes filmes citados, são, de longe, os dois maiores filmes de super-heróis já feitos nos últimos 10 anos.E não são sobre esses super-heróis.

O maior mérito das adaptações do "Homem de Ferro" é fugir desta linha proposta pelos filmes acima. É ser um filme sobre o personagem, captando, sem exclusão, toda a essência que existe em seu universo.

Isso não faz da adaptação, de maneira nenhuma, um filme ruim. Os dois primeiros Homem-Aranha, que são filmes magníficos, também abordam, unica e exclusivamente, o personagem e seu universo.

Mas, em "Homem de Ferro 2", isso fica mais evidente do que em sua primeira parte.

Mas, parando as divagações nescessárias em uma crítica, vamos ao filme.

A história não é básica e simplista. Tony Stark está sendo, aos poucos, morto pelo elemento que dá descarga ao seu reator. E, com um problema desses, não podemos nos preocupar com as ocupações necessárias em uma grande empresa como as Indústrias Stark. Por isso, logo no início do filme temos Pepper Potts, sua eficiente secretária, sendo "promovida" a CEO da empresa.

Mas, além disso, Stark tem outro grande problema nas mãos. O exército dos Estados Unidos, apoiado pelo Senador Stern e por Justin Hammer (fornecedor tecnológico das forças armadas estadunidenses) , quer a tecnologia do Homem de Ferro, o que gera um conflito com James Rhodes, coronel da aeronautica que é o melhor amigo de Tony Stark.

Paralelamente a isso, temos Ivan Vanko (que nos quadrinhos se chama Mark Scarlotti e não é russo), um ex-presidiário amargurado que acaba de perder seu pai, que ajudou a criar o reator ark com Howard Stark. Então, usando o esboço do pai, Ivan resolve construir um reator e se vingar. Quando não consegue, vai atrás de Justin Hammer, já que os dois tem, em comum, o objetivo de destruir Stark.

O desenvolvimento da trama é o ponto alto do filme. Mesmo com tantos personagens e tramas (sem falar nas referencias para filmes da Marvel) o filme se sai muito bem em termos de ritmo.

Aliás, este desenvolvimento se mostra uma antítese a "Cavaleiro das trevas".Sem divagações ou enrrolações, o roteiro consegue ser inteligente sem se levar a sério demais. O fator "danem-se, são só super-heróis!" é forte, mas, cai bem. Um tom frio, calculista e sombrio seria simplesmente uma desgraça a um personagem que se mostra tão a vontade fazendo piadinhas irônicas a todo o momentos.

Mas nem tudo são flores. O amontoamento de elementos no roteiro acaba gerando uma série de furos muito grande, que serão listados aqui:

# James Rhodes conseguir controlar a armadura Mark II sem nenhum conhecimento cientifico/mecânico.

#Chicote negro saber que Tony Stark ia pilotar o carro de corrida, sendo que o filme afirma (em forma de piada, totalmente dispensável para evitar esse furo) que ele expulsou o piloto de última hora e foi correr.

#A SHIELD de Nick Fury e Viúva Negra (ambos ótimos e muito fiéis aos quadrinhos) ter uma solução simplista para as dores de Tony Stark, solução essa, que ele nem cogitou.

Já o quarto furo, se refere ao legado deixado por Howard Stark, pai de Tony. Uma espécie de "novo elemento da camada periódica" que pode abastecer o reator sem causar reações tóxicas.

A forma como Howard deixa isso (escondido em uma maquete) é muito básica, forçada. Mas mesmo assim, John Favreu realiza isso de uma maneira tão integra, tão bela, que esse furo é totalmente descartavel. Aliás, os outros furos também são descartáveis. John Favreu faz um ótimo filme falho, do tipo que agrada ao grande público e a críticos malas que nem eu.

Então, temos um universo.

Assim como "Homem de Ferro", esse filme não fala de enredo, e sim do personagem. Por isso, não é um grande filme, que transcende a barreira de "filme super-heróico". Não, pelo contrário, assume esse rótulo com orgulho, dando uma ênfase impressionante ao personagem e colocando tudo, eu disse TUDO que possa ser elementar para se concluir o universo desse interessante personagem.

Isso vai desde usar o Máquina de Combate como "ajudante de luxo" até ter inimigos focados na espionagem industrial.

Isso vai desde fazer questão de mostrar a SHIELD no filme e utilizar muito bem recursos como o escudo do Capitão América, Nick Fury, Viúva Negra entre outros.

Todo o fã do HDF vai reconhcer o personagem lá. E o universo que o rodeia. E pra isso, não foi necessária uma grande trama livre de erros, apenas uma direção competente que foque o personagem e deixe o universo como uma espécie de "plano de fundo". Não é incompetência cultural, e sim inteligência comercial.

Enfim, este filme não vai entrar pra história por quebrar preconceitos, mas sim por ter assumido eles com uma bravura admirável.

Nota: 8,0
ps: DE FORMA ALGUMA SAIA ANTES DOS CRÉDITOS ACABAREM!

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Dois Vingadores confirmados!




Os que acompanham este espaço sabem como eu aguardo pelo filme dos Vingadores.

E as duas notícias que mandarei aqui, a muito esperadas por mim, só aumentam essa angustia!

O primeiro confirmado da semana foi o Homem-Formiga, confirmado ontem, pelo presidente da Marvel Studios Kevin Feige. Elel garante que o personagem TERÁ filme próprio e que aparecerá nos Vingadores, só não garantiu se é como personagem principal ou não. Sempre fui um defensor da participação de Hank Pyn (alter-ego do Homem-Formiga) nesse filme, afinal, ele é um personagem importantíssimo para TODA a cronologia do universo Marvel, tenso papel decisivo em todas as grandes sagas.

Além de que, suas discuções com Janet Pyn, a Vespa, podem dar um alivio cômico nescessário a trama ( lembrando que a atriz Eva Longoria, de Deperate housewifes, negou a participação nesse filme e a Marvel está procurando outra Vespa).



Hoje, Feige confirma também que o Hulk também fará parte do filme, só não garante, obviamente, que Edward Norton, o Bruce Banner, participe. Realmente, Norton não é indispensável, já que nos Vingadores Bruce Banner aparece pouco, dando lugar a um Hulk que, apesar de selvagem, apresente coesão e racionalidade. Assim, ele diz:

"Vai depender da história, da agenda e das nossas ideias. É sempre difícil coordenar as agendas de todos, saber quando cada ator estará disponível e coisas assim. Então vou garantir apenas que o Hulk estará no filme, certeza, mas ainda veremos se Banner também estará"




Vale lembrar que "Os Vingadores" está previsto para 4 de maio de 2012, com direção de Joss Whedon e produção da própria Marvel.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por que Sin City 2 DEVE ser filmado!


No site "Judão", uma das principais fontes sobre quadrinhos na internet brasileira, a última noticia do filme foi em 8/12/2008.


Já no site "omelete", outro site muito considerado quando o assunto é cultura pop em geral, a última foi em 30/10/2009.

Enquanto isso, no "Jovem Nerd", a última foi em 25/09/2009.

As últimas notícias apontam que o filme pode começar a ser gravado esse ano, e que encontra, como maior empecilho, a agenda lotada de seus conceituados atores.

Esse filme tem que ser feito.

Vou mostrar-lhes um exemplo: em 2005, ano de lançamento do filme, existia um projeto chamado Oficina HQ, em Salvador.

Em 2007, eu entraria no projeto, movido nada mais nada menos do que pelo FILME "Sin City", que expandiu minha mente a outros temas de HQs que não fossem super-heróis ou infantil/humorístico.Eu queria ser um quadrinista MESMO e tinha tomado dimensão do que é ser um através daquele filme, que me levou a ler a obra MÁXIMA (sim, considero a melhor) de Frank Miller, que, apesar dos erros, está no meu panteão dos grandes artistas das HQS junto com Alan Moore, Berardi, Millazo, Bonelli, Henfil, Will Eisner e outros.

Fui saber depois que muita gente foi levado ao meio das hqs (como arte, não como entretenimento) através daquele filme também.

Sin City causou um efeito tão devastador quanto sutil.Ele trouxe as Hqs ao cinema pela primeira vez. Sim, pois as outras adaptações foram uma captação de outras mídias que os seus personagens já participaram, ou seja, não era nescessária uma linguagem de HQ, mas Sin City traz isso com precisão e eloquencia, tanto é que até hoje aqueles personagens são "personagens
de GIBI" e não somente personagens, como é o caso de Batman, Wolverine, Homem-Aranha entre outros.

Existem muitas outras histórias para contar. E quando elas acabarem, que se criem outras, afinal, Miller é muito mais receptivo para outras mídias do que outros, como Alan Moore (o que até hoje me dá a impressão que Miller é um homem muito mais inteligente que Moore).

O que não pode acontecer é perdermos gerações como estamos perdendo agora. Mais pessoas precisam conhecer os quadrinhos como a LITERATURA que eles são, como a arte que eles são. E não se consegue isso com um punhado de filmes do Quarteto Fantástico, e sim, com filmes como Sin City, que gritam desesperadamente: "Ei, eu sou um HQ, olhe pra mim!".

Minhas esperanças que esse filme realmente aconteça são poucas. Mas dane-se. Sempre existirá um "sincitymaniaco" como eu pra lembrar que um dia, as HQs merecem ser respeitadas como nunca foram, ou pelo menos foram, naquele já longínquo ano de 2005...

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Leonard Nimoy se aposenta!




Hoje, Leonard Nimoy, mais conhecido como o Sr.Spock da série original "Jornada nas Estrelas" anunciou que iria se aposentar.De acordo com ele, os motivos são muitos, mas o maior deles é o fato dele "adorar sair em uma boa hora".

Nimoy, que já tinha 79 anos muito bem vividos, era bem conhecido no merio artístico antes mesmo de "Jornada nas Estrelas", pois sempre foi um artista multi-uso, como pintor, diretor, roteirista, poeta e fotógrafo. É conhecido também por sua inteligência, o que faz o fãs o compararem a eterna lógica dos Vulcanos, raça de seu personagem na série.

Além de "Jornada nas Estrelas", ele também participou de "Missão Impossível" (a série dos anos 70, não o filme com Tom Cruise), da série "Agente 86",narrou o jogo Civilization V e, atualmente, faz parte do elenco de Fringe, série que no Brasil é exibida pela Warner Channel.

Recentemente ele teve uma participação marcante em "Star Trek", que foi um revival da clássica série. Outro motivo apontado por ele para largar a profissão de vez ceder lugar a
Zachary Quinto, que interpretou Spok no filme. Quinto fez um bom papel, fazendo diversas vezes reverencia ao estilo único de Nimoy.

Descanse (literalmente) em paz Nimoy. Você sai de vez das telas pra entar com igual velocidade em nossas memórias.

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domingo, 4 de abril de 2010

E os Vingadores, como eu faria?


Seguindo a linha do post do Sr.C, vamos brinca de executivo e bolar um bom filme pros "Quase maiores heróis da terra".


Pra começar, temos que seguir os preceitos de Stan Lee pra criar o Quarteto Fantástico, os de que todo o super-grupo precisa ter:

#Um problemático.
#Um elemento feminino.
#Um piadista.
#Um parrudo.
#Um líder nato.
#Uma ameaça a altura do grupo inteiro.

Até aqui, parece estar tudo certo.O problemático certamente seria Bruce Banner, mas aí a Marvel Studios peida na farofa, pois as chances de Edward Norton aparecer são cada vez menores.O Hulk aparecia como um vilão, como primeira ameaça, e depois se juntaria ao grupo.

O elemento feminino também é um erro.Não vejo a Viúva negra como contra-ponto feminino, vejo mais ela como algo extra, não algo dentro dos Vingadores.Na minha concepção, os Pym sempre apresentaram o elemento feminino, pois as discussões marido-mulher (um dos pontos altos das primeiras histórias dos Vingadores) sempre penderam mais pro lado da Vespa, o que ela está sentindo.Embora ache improvável, acho a participação deles essencial, tanto na linha ultimate como na linha tradicional.

O piadista e o parrudo até agora não apresentam problemas.Como aqui não teremos um Gavião Arqueiro ou um Hércules beberrão, Tony Stark seria o nosso irônico, o cara que dispara uma pérola no meio do quebra-pau.Pode parecer meio estranho pros fãs do Tony mais sério e realista-filosófico, mas, pros cinemas, me parece ser o mais óbvio, afinal, o personagem é o que provavelmente será o que tem mais identificação com o público.O herói do Heavy Metal, o herói que tá pouco se lascando pros "Grande problemas" e etc.

Chris Hemsworth (o parrudo) parece empolgado e é fisicamente próximo do Thor, aquele que tem mais poder físico que qualquer outro ali.Será um grande mérito do diretor se ele souber explorar fraquezas no meio de tanto poder, pois, mesmo um Deus precisa de limitações para ser encaixável em um filme.

Os problemas maiores chegam quando encaramos o líder, que seria, obviamente, o Capitão América.Como muitos já devem saber, Chris Evans será o Capitão América, e isso não me dá muita firmeza no personagem.Por questões lógicas, que espectador comum, que já está acostumado e afeiçoado com o Homem de Ferro, vai respeitar CHRIS EVANS com sua cara de garotão inútil, dar ordens em Tony Stark?Isso não me parece muito lógico, portanto, o diretor terá que saber usar esse elemento liderança de forma bem cuidadosa, não de forma explícita, como é nos quadrinhos.

Por fim, o que ainda está indefinido, a ameaça.Aí que vem a minha idéia para plot, por que não usarmos o Ultron?Seria uma ótima ponte de entrada para Henry Pym, e ele, se bem aproveitado, seria uma ameaça a altura.É só esquecer o conceito "robozão sinistro" e lembrar do conceito usado por Bendis em "Os poderosos Vingadores".Ele pode acessar TODA a fonte de tecnologia do mundo, e isso é um poder imenso.Afinal, Thor pode dete-lo, mas para isso, nos levará de volta ao tempo das cavernas.A tecnologia é o maior refém que um supervilão pode ter.

Acho que Ultron deve ser como um fantoche, um boneco de algo maior, uma espécia de organização terrorista.Aí podiamos usar o velho conceito dos Mestre do Terror, os vilões dos vingadores reunidos para enfrenta-los.Loki, Abominável, Caveira Vermelha (idoso) e Justin Hammer juntos poderiam formar um baita estrago, principalmente se eles usassem mais o intelecto, sendo uma espécie de Iluminatti as avessas.

O Caveira Vermelha, aliás, tem que ser explorado.Uma facção ariana com seu nome, provando que ele também é um símbolo vivo, poderia ser um dos motivos para o Capitão mostrar suas mazelas no novo mundo.Afinal, ele ficou 70 anos congelado, o Caveira persisitiu, e provou que o mal ainda existe.Esse duelo de símbolos pode ser um ponto forte tanto no Capitão América quanto pros Vingadores.

No mais, creio que "Os Vingadores", assim como "Os Supremos" são obras perpendiculares, que podem se cruzar e formar um bom filme.Creio que o realismo da linha Ultimate é essencial, mas a mística da linha original, onde os maiores heróis se juntam para enfrentar algo que sozinhos não conseguiriam, é o melhor.


PS:FELIZ PÁSCOA PESSOAL!

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Impressões do trailer de Iron Man 2.


Primeiramente, aqui vai o trailer:


Primeira coisa que se nota é que o filme será mais movimentado que o primeiro, o que significa que será EXTREMAMENTE MOVIMENTADO, já que o primeiro era quase um show de rock.

Outra coisa é que vão explorar muito o lado celebridade de Tony Stark/Iron Man, o que confirma como foi acertada a decisão de John Favreu em revelar a identidade do heróis.Um personagem sem grandes laços afetivos e que parece não se importar com ninguém, além de ser multi milionário, não precisa tanto assim de uma identidade secreta.

Viuva Negra, Nick Fury e Maquina de Combate serão coadjuvantes úteis e mito bem aproveitados, pelo que o trailer mostra.

Meu único medo é quanto aos vilões.Sério, não sei qual o problema de Favreu em usar o Mandarim o ÚNICO grande adversário que o HDF já teve.Justin Hammer e Chicote Negro podem até render ploots legais, mas não tem aele tom de arqui-inimigo, aquele tom de contraste que o Mandarim traz.

Os leitores de HQs mais atentos vão perceber que a armadura desmontavel que aparece no final do trailer é uma referencia a saudosa Silver Centurion, usada pelo personagem entre 1985 e 1988.Foi uma revolução estética no herói por voltar a usar detalhes cinzentos que, no futuro, inspiraria a armadura do Máquina de Combate.


De resto, gostei do trailer.Parece que teremos um bom filme, mas inferior ao primeiro.Vamos aguardar.

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domingo, 7 de março de 2010

Cobertura Oscar 2010


Pois bem pessoal, aqui começa a nossa cobertura do Oscar 2010.

Vão apertando F5 para saber de mais novidades, que serão postadas acompanhadas de seus respectivos horários de postagem e minha opinião pessoal.

22:07 - Bobagem de Tapete vermelho.Sandra Bullock revela que vai comer hamburguer e batata frita se ganhar o prêmio.Só eu achei isso idiota?

22:13 - Curiosidade:desde 1943 a Academia não indicava 10 filmes para o prêmio principal.O fantástico "Casablanca" ganhou neste ano.

22:27 - Rapaz, eu poderia descrever cada puxação de saco que eles fazem no tapete vermelho...mas sério, não dá.As transmissões de tapete vermelho mancham um dos (senão o maior) maiores eventos de arte do planeta.

22:29 - E o twitter tá seguindo, atualizado pelo nosso amigo DM, colaborador freqüente do blog, ou estagiário se preferir :P

22:33 - Acabou a putaria de tapete vermelho, mas começou com um boiola dançando estilo as antigas.Deve ser uma homenagem ao já citado "Casablanca".

22:35 - Chegam os apresentadores fodões, o Stevie Martin e o genial Alec Baldwin.As piadinhas sem graça de início de Oscar poderão ser um pouco melhores talvez.

22:42 - Ponto alto pra cerimônia, pela primeiravez em 10000000000 de anos de Oscares, eu RIO das piadas iniciais!Mas com Alec Baldwin não é muito difícil, adoro esse cara.

22:45 - Minha DEUSA Penélope Cruz vai anunciar agora Melhor Ator Coadjuvante.Minhas preferências podem ser vistas aqui.

22:48 - Como eu gostaria, deu Cristopher Walz, de Bastardos Inglórios.

22:53 - Cacete, o Walz só faltou chamar o Tarantino de bom de cama, sério mesmo!Que rasgação de seda desgraçada!

22:56 - Pessoal, por motivos tecnicos a transmissão será no twitter pessoal de nosso colaborador, e não nosso twitter.Obrigado!

22:59 - Stevie Carrel e Cameron Diaz apresentando melhor animação.Vai dar Up! certo.

23:00-Como disse, deu "Up!", um dos filmes mais belos ue já vi.Na minha opinião, o Oscar principal era dele!E EU NÃO ERREI NADA ATÉ AGORA PORRA!

23:01 - A premiação tá que nem bala esse ano, sem frescura!

23:04 - A desgraçada da Hannah Montana acaba de anunciar que "Crazy Hearth" ganhou melhor canção.Pra mim parecia um countryzinho brega, as músicas de "A princesa e o Sapo" mereciam mais.

23:14 - Tina Fay e Robert Doweney Jr apresentando melhor roteiro original!

23:17 - "Guerra ao Terror" ganha.Talvez o que menos merece dos que apareceram ali."Bastardos Inglórios" é muito mais criativo e "Up!" é muito mais completo.

23:20 - Merecidíssima homenagem a John Hughes, autor de célebres filmes como "Curtindo a vida adoidado" ,"Gatinhas e Gatões" ou "Esqueceram de mim".John ficará eternizado, junto com Spielberg, como o homem que trouxe os adolescentes as salas de projeção.Quem sabe James Cameron e sua tecnologia não façam o mesmo efeito agora?

23:27 - Sabiam que eu tenho que acordar as 06:30 amanhã?O que eu não faço por vocês, pequenos leitores.

23:30 - Melhor curta metragem animado AGORA!É uma das categorias em que menos opino, pois tenho pouca oportunidade de vê-los.

23:33 - Ganhou o francês "Logorama", que é uma sátira as grandes marcas e logotipos.Parece ser bem interessante.Aliás, o diretor é latino-americano, mais precisamente "hermano" argentino, de Buenos Aires.Agora teremos Documentário de Curta-metragem.

23:35 - O ganhador é "Music by Prudence".Parece monótono, outros ali me pareceram mais interessantes.

23:36 - E corre como bala!Melhor curta-metragem dramático.

23:38 - O vencedor é "The new Tenants".

23: 40 - Hilariamente travestido de Na'vi, Ben Stiller mostra a melhor maquiagem do ano.

23:42 - Para deleite dos nerds babões e sem senso crítico, o vencedor foi "Star Trek".Acho que, brincadeiras a parte, foi realmente a maquiagem mais difícil de se realizar.

23:46 - Quero agradecer a todos que estão lendo e comentando.Apesar de ser uma quantia de comentários bem menos significante que a do ano anterior (devido ao foto de nós não termos anunciado antes), sei que a galera tá curtindo.Valeu pessoal.

23:48 - Rachel McAdams e Jake Gylenhall vão apresentar roteiro adaptado.

23:51 - O tocante "Preciosa" acaba de ganhar esse Oscar.Como disse nosso amigo chatolino Rubens Ewald Filho, isso deve ajudar a divulgar o filme aqui no Brasil.Tomara!

23:54 - A gordaqueeupegava Queen Latifah vai apresentar uma mostra com os prêmios especiais.Podem fazer outra coisa até eu informar que essa palhaçada acabou.

23:57 - Robin Chato Willians vai apresentar melhor atriz cuadjuvante.Vou torcer pra minha DEUSA Penélope Cruz.

00:00 - Mo'nique ganha o Oscar de atriz cuadjuvante.Ela realmente se destaca com uma interpretação poderosa e não apegada a vícios de atuação.

00:06 - Sigourney Wheaver apresenta melhor direção de arte.Como já era esperado, Avatar ganhou.Tava até demorando.

00:11 - A patricinha cara de cavalo Sarah Jessica Parker vem apresentar melhor figurino."A jovem Victoria" ganhou.Isso é óbvio, filmes de época sempre vão ganhar, pois exigem figurinos mais incrementados.

00:19 - A dupla de Crepúsculo vem fazer uma homenagem aos filmes de horror.

00:24 - Aquela bixa loira de HSM vai apresentar melhores efeitos sonoros."Guerra ao terror" ganha e ainda está na frente de Avatar.

00:28 - E "Guerra ao terror" dispara na frente, papando mixagem de som também!Te cuida Cameron, ou então a mulher não vai tirar só pensão alimentícia, mas também seus oscares!

00:37 - Tô com sono pra cacete seus filhos de uma égua...ah, e só pra constar, Avatar ganhou melhor fotografia, realmente, muito bonita.

00:40 - James Taylor solta o gogó e canta para relembrar aqueles que morreram.

00:46 - As apresentações artísticas de sempre.Dessa vez é com um grupo de Street Dance.

00:53 - E a melhor trilha é..."Up!".Realmente, belíssima trilha.

00:55 - Efeitos especiais, o prêmio mais óbvio de toda a história do Oscar!

00:56 - E o óbvio foi feito! Avatar ganhou melhores efeitos especiais e empata com "Guerra ao terror".

00:59 - Espero MESMO que o próximo seja o último bloco, estou cansado :S

01:05 - "A enseada" ganha melhor documentário de longa metragem.

01:08 - "Guerra ao Terror" ganha melhor edição!

01:18 - "O segredo de seus olhos", filme argentino, acaba de pegar das mãos de Tarantino e Almodovar o título de melhor filme estrangeiro.

01:33 - Chegamos as partes importantes.Depois de uns melodraminhas, o melhor ator é Jeff Bridges, como se era esperado.Acho que o Morgan Freeman seria uma decisão mais acertada.

**:** - Para melhor atriz, a vencedora foi Sandra Bullock, em uma espetacular virada de carreira.Para surpresa de todos, "Guerra ao terror" ganhou melhor diretor (primeira mulher a ganhar, Kathryn Bigelow) e melhor filme.Avatar decepcionou os críticos da academia.Mas eu acho que "Up!" merecia mais prêmios, foi, para mim, o melhor do ano.


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Oscar 2010-Meus ganhadores!


Bom pessoal, como de costume, faremos a transmissão do Oscar 2010 ao vivo aqui no Radioativo, com atualizações constantes em F5, a partir das 22:00.


Mas, antes, um pouco dos bons e velhos palpites e pitacos que eu adoro dar.

Mas, diferentes de outros sites e blogs, não pretendo aqui fazer previsões, e sim revelar minhas preferências pessoais nesse Oscar.

Aqui vai a minha lista de vencedores:

Melhor filme Avatar Um sonho possível Distrito 9 Educação Guerra ao terror Bastardos inglórios Preciosa Um homem sério Up – Altas aventuras (VENCEDOR) Amor sem escalas

Melhor direção: James Cameron, Avatar/ Kathryn Bigelow, Guerra ao terror/ Quentin Tarantino, Bastardos inglórios (VENCEDOR) Lee Daniels, Preciosa Jason Reitman, Amor sem escalas

Melhor ator Jeff Bridges, Coração louco George Clooney, Amor sem escalas” Colin Firth, A single man Morgan Freeman, Invictus (VENCEDOR) Jeremy Renner, Guerra ao terror

Melhor ator coadjuvante Matt Damon, Invictus Woody Harrelson, The messenger Christopher Plummer, The last station Stanley Tucci, Um olhar do paraíso Christoph Waltz, Bastardos inglórios (VENCEDOR)

Melhor atriz Sandra Bullock, Um sonho possível (VENCEDOR) Helen Mirren, The last station Carrey Mulligan , Educação Gabourey Sidibe, Preciosa Meryl Streep, Julie & Julia

Melhor atriz coadjuvante Penélope Cruz, Nine (VENCEDOR) Vera Farmiga, Amor sem escalas Maggie Gyllenhaal, Coração louco Anna Kendrick, Amor sem escalas Mo’Nique, Preciosa

Melhor animação Coraline O fantástico Sr. Raposo A princesa e o sapo O segredo de Kells Up – Altas aventuras (VENCEDOR)

Melhor filme estrangeiro Ajami El secreto de sus ojos The milk of sorrow Un prophète A fita branca (VENCEDOR)

Melhor direção de arte Avatar (VENCEDOR) O mundo imaginário do Dr. Parnassus Nine Sherlock Holmes” The young Victoria”

Melhor cinematografia Avatar (VENCEDOR) Harry Potter e o enigma do príncipe” Guerra ao terror Bastardos inglórios A fita branca

Melhor figurino Bright star Coco antes de Chanel (VENCEDOR) O mundo imaginário do Dr. Parnassus Nine The young Victoria

Melhor edição Avatar Distrito 9 Guerra ao terror Bastardos inglórios (VENCEDOR) Preciosa

Melhor maquiagem Il Divo Star trek (VENCEDOR) The young Victoria

Melhor trilha sonora Avatar O fantástico Sr. Raposo Guerra ao terror Sherlock Holmes (VENCEDOR) Up – Altas aventuras

Melhor canção Almost there”, “A princesa e o sapo Down in New Orleans”, “A princesa e o sapo (VENCEDOR) Loin de Paname”, “Paris 36 Take it all”, “Nine The weary kind”, “Crazy heart

Melhor roteiro original Guerra ao terror Bastardos inglórios The messenger Um homem sério Up – Altas aventuras (VENCEDOR)

Melhor roteiro adaptado Distrito 9 Educação In the loop Preciosa Amor sem escalas (VENCEDOR)

Melhores efeitos visuais Avatar (VENCEDOR) Distrito 9 Star trek

Melhor som Avatar Guerra ao terror (VENCEDOR) Bastardos inglórios Star trek” Transformers: A vingança dos derrotados”

Melhor edição de som Avatar Guerra ao terror (VENCEDOR) Bastardos inglórios Star trek Up – Altas aventuras

Melhor documentário Burma VJ The cove Food, Inc. The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers” Which way home” (não pude assistir a nenhum até o momento)

Melhor documentário em curta-metragem China’s unnatural disaster: The tears of Sichuan province The last campaign of governor Booth Gardner The last truck: Closing of a GM Plant Music by Prudence Rabbit à la Berlin (não pude assistir a nenhum até o momento)

Melhor curta-metragem The door Instead of Abracadabra Kavi Miracle fish The new tenants (não pude assistir a nenhum até o momento)

Melhor curta-metragem de animação French roast Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty The lady and reaper Logorama A matter of loaf and death (não pude assistir a nenhum até o momento)


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