Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Invasão Secreta - Arquivo 01




Que a Invasão Secreta está em andamento e já dominou boa parte de todas as publicação da Marvel no Brasil, todos já sabem.
Entretanto, algumas perguntas ficaram no ar desde a primeira edição da saga e serão respondidas nas edições especiais de IS, logo vamos ver quantas respostas obtivemos na primeira edição especial.

Como vimos na primeira edição de Invasão Secreta, o Edificio Baxter foi invadido por um Skrull que, se passando pela Mulher-Invisível abriu um portal para Zona Negativa que sugou boa parte do Edifício. Este era um plano para evitar que o Quarteto Fantástico interferisse na Invasão que estava por vir.

A edição 1 de Invasão Secreta Especial mostra como este plano foi executado e quem era o Skrull que abriu o portal para Zona-N.

Lyja é uma Skrull que estava refugiada na Terra e que já teve um caso amoroso com o Tocha-Humana, foi convocada para auxiliar na invasão e sua missão era impedir que o Quarteto interferisse. Basicamente, esta é a única resposta que temos neste especial, já que restante do especial trata de mostar como o Quarteto Fantático (neste caso composto por: Coisa, Tocha-Humana, Franklin e Valéria Richards) se vira para escapar da Zona Negativa.

Algumas perguntas ainda ficam no ar, afinal ainda não há resposta sobre o paradeiro de Reed e Sue Richards.
O destaque da edição fica mesmo para a participação de Franklin e Valéria, que geralmente não são bem ultilizados, e para revelação final das motivações de Lyja, que provavelmente terá um papel importante nesta Guerra, mesmo que não diretamente.

Tecnicamente, a edição é competente com desenhos muito bons de Barry Kitson e um roteiro correto de Robert Aguirre-Sacasa, que peca um pouco, pois a narrativa fica um pouco confusa em alguns momentos, mas não compromete a história como um todo.

Enfim, esta primeira edição acrescentou pouca coisa a história de modo geral, mas vale a pena por apresentar uma aventura do Quarteto Fantástico interessante que remete as antigas histórias do Grupo. Diverte na medida certa!

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Crimes e RPG não tem nada a ver

Hoje em dia o preconceito parece maior do que antigamente... não com negros, mas sim Leitores de Quadrinhos/Jogadores de RPG e afins... Pois bem, tava andando pelo Melhores do Mundo e encontrei esse texto, me parece ser meio antigo, mas mesmo assim vale a pena postar aqui...

"O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil

Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.

O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS

Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.

Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).

Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo. O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.

A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO

No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.

Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.

De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.

Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.

Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).

Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI

Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.

O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.

O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).

O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…

O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.

É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.

Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer."


Por conta de insolentes como o tal do delegado Evangélico, o RPG foi PROIBIDO e considreado CRIME e alguma cidade pequena aqui no Brasil... é ridiculo, daqui a pouco vão começar a colocar a culpa em quadrinhos e Rock...

O mal vencerá na Crise Final!



Assim como estamos fazendo a cobertura do maior evento do ano na Marvel, também faremos com a Crise Final, a maior saga da DC Comics que chega ao Brasil agora em Julho.

A primeira edição ainda não esta nas bancas, porém por se tratar de um evento do Universo DC é importante que o leitor tenha um mínimo de conhecimento de tal Universo antes de acompanhar a saga do fim das Crises. Logo preparamos um "guia" (modesto) para quem deseja acompanhar a saga se atualizar no assunto e poder aproveitá-la melhor.

Antes de mais nada é preciso conhecer o histórico de "Crises da DC":



-Crise nas Infinitas Terras - "A mãe de Todas as Crises".
Em um tempo que a cronologia da DC estava toda bagunçada, a editora tomou a decisão de criar realidades paralelas (ou um multiverso) para explicar as incongruências de suas histórias. Entretanto, isto só confundiu a cabeça dos leitores, pois estes não sabiam quais fatos do passado deveriam ser ou não considerados na cronologia "oficial" dos personagens.
Foi ai que Marv Wolfman e George Pérez foram convocados para criar a maior saga de todos os tempos e "zerar" a cronologia da editora, facilitando a vida de muitos leitores.
A história, basicamente, gira em torno da destruição do Multiverso, porém uma equipe com os campeões de todos os univeros foi reunida para impedir tal destruição.
Ao fim desta saga, tinhámos um Universo DC unificado e com uma história definida.

-Crise de Identidade - Resumidamente, esta saga não mexeu muito com as estruturas do Universo DC, mexeu bastante com a personalidade dos personagens e ficou famosa ao inserir muitos "retcons" na cronologia dos personagens.
Resumidamente, um grupo de heróis estava secretamente apagando a memória de diversos heróis e vilões afim de esconder um fato do passado. Com o assassinato de Sue Dibny, esta rede de conspiração começa a ruir e a verdade é descoberta, o principal atrativo desta saga é mostrar que até mesmo os heróis podem errar as vezes e as consequencias de seus erros são sentidas por todo mundo. A saga foi escrita por Brad Meltzer e desenhada por Rags Morales.

- Crise Infinita - Esta saga surgiu justamente para desfazer o que a "mamãe" havia feito 20 anos atrás. Enquanto a "Crise na Infinitas Terras" conseguiu colocar ordem na casa, esta saga surgiu para trazer de volta todo o multiverso.
Na história, vemos que após a Crise original, um grupo composto por Alexander Luthor, da Terra-X, Superboy da Terra Primordial e Superman e Lois Lane da Terra-2 sobreviveu em uma éspecie de Limbo e estavam todo este tempo observando tudo que acontecia na Terra sobrevivente. Ao testemunhar fatos como a "Crise de Identidade" que mostrou a estes observadores que o mundo estava se tornando cada vez mais sombrio, onde até os heróis podiam ser pecadores, decidiram que tal mundo deveria morrer e dar lugar a antiga Terra-2. Ao fim da Saga, temos que todo o multiverso acaba voltando a existir.

Agora que você já conhece, um pouquinho, do histórico de Crises da DC, a Crise Final fará um pouco mais de sentido, mas é importante também se interar de fatos que ocorreram na maxi-série "52", na mini "7 soldados da Vitória", na recente saga cósmica da "Guerra dos anéis", além de saber o que anda ocorrendo atualmente no Universo DC.

Tudo isto porque coisas estranhas estão acontecendo por todo o universo e cada uma dessas sagas (incluindo as "Crises") é uma peça chave no evento que será a "Crise Final".

A mini-série principal terá 7 edições, roterizadas por Grant Morrison e com a arte de J.G Jones (substituído por Phil Jimenez nas últimas edições) e nós iremos acompanhar.

Nas Bancas:



Universo DC Especial: Começa a Crise Final - Um breve Preview da Crise Final situando os leitores dos fatos que estão acontecendo nas revistas de Linha e especiais da DC. (Panini Comics. R$ 4,50)

Prelúdio para Crise Final - Mini-série em 10 edições que não vou recomendar a nínguém, devido a baixa qualidade do material e a irrelevância da mesma perante a Crise vindoura. (Panini Comics. R$ 7,50 por edição)

Sábado, 4 de Julho de 2009

O novo caminho da Notícia





Pois é, Michael Jackson morreu e isto todos já sabem.

O que eu pretendo mostrar com este texto é que a morte do "Rei do POP" foi o primeiro acontecimento globalizado e 2.0 do mundo e abriu novas possibilidades para debates e discussões sobre o que chamarei de "caminho da notícia", porém vamos analisar o que gerou este acontecimento.

Há tempos se fala em globalização e em uma terceira Revolução Industrial (Revolução Tecnológica ou da Informação), entretanto até hoje a mídia ainda estava se "modernizando", por assim dizer.

Enquanto as empresas e pessoas dependiam cada vez mais do computador e da Internet para trabalhar e estudar, a maior fonte de notícias ainda residia na boa e velha Televisão ou no, já mofado, Jornal impresso. O poder que a mídia pode exercer na pesoas é indiscutível (seja positivamente ou não), mas com o surgimento dos blogs de notícia (e já faz um bom tempo que estes surgiram) a notícia começou a migrar para a tela do computador, até o ponto de muitos "anunciarem" a morte dos jornais impressos.

Apesar do crescimento da Internet e das notícias surgirem cada vez mais rápidas, nenhum acontecimento antes da morte de Michael Jackson tinha mobilizado a grande rede em massa.

A morte de Michael foi noticiada em primeira mão por um Blog, o TMZ (que ficou famoso ano passado ao noticiar a morte de Heath Leadger) e só isto já bastaria pra confirmar que os "caminhos da notícia" mudaram definitivamente, mas ainda existem outros dados que comprovam este fato.
A maior rede social dos EUA (o Facebook) triplicou seu tráfego, o Twitter bateu recorde de mensagens no dia da morte do Rei, atingindo a marca de 5000 mensagens por minuto, o site do LA Times teve 2,3 milhões de acesos em 1 hora e até o todo poderoso Google entrou em pane devido a muitas buscas pelo nome do falecido astro. Como se isto não bastasse, a busca de notícias pelo celular envolvendo Micahel também bateram recordes*.

Não podemos descartar o fato de que Michael Jackson era um astro conhecido e admirado em todo mundo e de que sua morte comoveu pessoas que a muito não tinham notícias do mesmo, porém o fato de que sua morte foi o primeiro "grande acontecimento do século XXI" já é uma afirmação aceita por muitos.

Definitivamente a Internet está substituido os outros meios de comunicação em massa, resta a nós, nobres usuários, decidir se esta é uma mudança positiva ou não.

Ainda a muito a se debater, mas o novo "caminho da informação" é a Internet e nada pode mudar este fato.

* Os dados numéricos foram tirados do programa Notícias MTV(ironicamente, um programa de TV que pode ser visto na Internet.)

As turmas de Mauricio: A "Turma do Penadinho"



Continuando com os textos sobre as Turmas criadas por Mauricio de Sousa, falaremos da "Turma do Penadinho".

Como pode ser visto na parte 1 do nosso Dossiê sobre o autor, quando pequeno, Mauricio participava de reuniões musicais com os amigos de seu pai perto de uma casa funerária e o própio Mauricio atribui a este fato, a perda do medo de cemitérios e assombrações.

O personagem principal foi criado em 1963 nas tiras do Cebolinha, mas só ganhou sua "Turma" em 1970. O nome do personagem vem de "alma penada" e segundo o própio Mauricio de Sousa tem a função de "divertir e ao mesmo tempo desmistificar os medos que cercam a infância".

Após a concepção completa dos personagens coadjuvantes, a série passou a parodiar filmes de terror famosos e também a homenagear e fazer piadas com grandes artistas que já morreram. A homenagem mais recente foi feita ao cantor Michael Jackson.

Além do Penadinho, a turma conta com :

Dona Morte - Com visual clássico, Dona Morte persegue e trás os novos mortos para o cemitério onde se passam as histórias.
Zé Vampir - Uma clara alusão ao Drácula e a todos os vampiros glamurosos do cinema. Assim como Penadinho, Zé Vampir é "bonzinho" e não faz mal a ninguém.
Muminho - Uma múmia que ronda o cemitério. Quando vivo era o barbeiro do Faraó. Apesar de morto a mais de 3000 anos, continua bem humorado.
Frank - Homenagem/paródia do monstro de Mary Shelley que já teve sua história contada no cinema.
Lobisomen - Um lobisomen que se comporta como cachorro e como os demais personagens da série (com excessão da Dona Morte), não faz mal a ninguém.
Cranicola - Crânio falante e mal humorado que só faz reclamar de sua vida "parada".

Além destes personagens, outros coadjuvantes recorrentes são: Alminha, Zé Caveirinha, Zé Finado, Dona Cegonha, Zé Cremadinho, Pixuquinha, Quixupinha, Zé Coveiro entre outros, sem contarmos as inúmeras aparições de "almas famosas".

Enfim, A "Turma do Penadinho" sempre brinca com esteriótipos e medos infantis, transformando o que geralmente é assustador em algo divertido.

Para conhecer melhor:




A melhor pedida para conhecer melhor esta Turma é o Almanaque do Penadinho, publicação semestral da Panini Comics. (R$ 3,50)

Domingo, 28 de Junho de 2009

O que há de bom nos Reality Shows na TV brasileira

Já faz algum tempo que os Reality Shows dominaram o mundo do entretenimento televisivo. Reality Shows não são novidade e seu domínio não é de hoje, mas em tempos em que a Record estreou "A Fazenda" nada melhor que mostar o que tem de bom em Reality Shows na TV.

Vamos falar de programas que tenham versão nacional e exibidos em TV aberta:

Super Nany - SBT - Sabado as 20:00



A grande atração deste Reality é a vergonha alheia. Ver pais descontrolados, com crianças ainda mais descontroladas e destruidoras, passando pelos piores perrengues que se pode imaginar pode parecer chato, mas é engraçadíssimo. Sempre existem as pessoas que não gostam, mas não há como negar que Cris Poli tem talento quando o assunto é educar, não se pode dizer o mesmo sobre atuar (as caras que ela faz durante o programa são impagáveis).
Enfim, o programa não tem muito a oferecer, não dá pra tirar muitas lições, mas só de ver que pessoas tem coragem para expor seus filhos daquela maneira, o programa se torna interessante.

Troca de Famílias - Record - Terças e Quintas as 23:15




O slogan do programa promete responder a velha pergunta : "A grama do vizinho é sempre mais verde?". Não podemos dizer que a questão é resolvida, mas colocar uma pessoas em uma situação totalmente fora de seu padrão de vida, somente com o objetivo de mostrar que não é possível se adaptar a um estilo de vida que não é seu, é algo divertido de assitir. A produção do programa ainda é capaz de escolhar os tipos mais bizarros (no bom sentido) pra fazer o programa, logo colocar uma caipira no meio da cidade ou uma católica fervorosa no meio de uma família de adoradores do demônio é o mínimo que você vai conseguir ver.

Astros - SBT - Quarta-Feira as 20:00



O programa é praticamente um "Bizarre Show" brasileiro, os produtores do programa se esforçam ao máximo pra selecionar apenas uma apresentação de música a cada 10 apresentações. As outras 9? Puramente pessoas pouco instruidas que um dia acharam que podiam cantar e acabam "pagando mico" para o bel-prazer dos apresentadores e do público.
Algumas apresentações beiram o escatológico. Quem assite ao programa não procura música, procura um circo trash! Encontrado facilmente

E-24 - Band - Terças as 22:15


Há quem goste se séries que tratam de hospitais e a vida dentro de um (como ER, por exemplo) e há quem goste de documentários sobre acidentes e situções estranhas que podem acontecer com qualquer um. O auto-intitulado "docu-reality" E-24 é exatamente a mistura disso, mostra atendimentos de emergência por equipes médicas e paramédicas. A desgraça alheia não é a única coisa que pode ser encontrada neste programa, também é possível ver sangue (muito sangue) e nojeiras em geral que agradam alguns tipos de telespectadores.

Jogo Duro - Globo - Domingos as 23:00



Dá pra definir o programa como uma versão de hardcore de "Topa tudo por dinheiro". Os participantes devem conseguir a grana superando provas que nos deixam aflitos e/ou enojados. Fórmula simples e direta. Diversão garantida.


Infelizmente(?) o Big Brother não está em exibição nesta época do ano, mas podemos nos contantar com sua versão "pé-de-barro" com "A Fazenda" na Record.


Enfim, dá pra perceber que o sucesso de um Reality Show depende do nível de vergonha alheia que ele proporciona. Caso queira se arriscar, repare que nenhum dos horários de exibição é simultâneo, logo dá pra acompanhar todos eles e se divertir a beça com pessoas desconhecidas em situações inusitadas que irão lhe causar sensações muito comuns e fazer dar boas risadas (ou não).

Post levemente inspirado neste aqui do El Bigodon Mardiiito.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Homenagem de Mauricio de Sousa a Michael Jackson

Desde que você não viva no mundo da lua, sabe que Michael Jackson, o "Rei do Pop", faleceu na última quinta-feira (25). Não posso falar muito sobre o acontecimento, já que apesar de saber da importância que o cantor tinha para o mundo da música e de conhecer sua trajetória, não era fã de seu trabalho, por isso deixo homenagens e comentários para verdadeiros fãs que tem mais autoridade na assunto.

Porém, como o postagem abaixo fala de Mauricio de Sousa, nada melhor que anunciar que o quadrinhista esta preparando uma homenagem ao cantor, os artistas de seu estúdio já estão trabalahndo na história que será publicada na Internet e na edição de setembro da revista da Mônica.

A notícia é dada pelo Jovem Nerd e seguem algumas imagens abaixo:






A história é escrita por Paulo Back e é intitulada "À espera de um astro" protagonizada pelo Penadinho. Mais imagens podem ser conferidas aqui.

Mauricio de Sousa Parte 1 - Inspiração Paterna




Antes de sabermos como foi o nascimento e a infância de Mauricio de Sousa devemos saber que seu pai era um artista, além de trabalhar em uma barbearia, Antônio Mauricio de Sousa também era escritor, poeta, pintor e trabalhou como radialista nos anos dourados do rádio no Brasil, enfim, só era barbeiro porque sua mãe insistia que ele tivesse "uma profissão de verdade" e pagou para que Antônio aprendesse a cortar cabelos, além de montar um salão para o filho.
A mãe de Mauricio, Petronilha Araújo de Sousa era poetisa e foi graças a seus pais que Mauricio aprendeu a ser artista.

Mauricio nasceu em 27 de Outubro de 1935, em Santa Isabel, no interior de São Paulo. No fim dos anos 30 sua família se mudou para Mogi das Cruzes, onde sua vó Benedita morava e foi com a "Vó Dita" (inspiração para criação da Vó Dita das histórias do Chico Bento) que ele aprendeu a contar histórias, antes mesmo de saber ler, Mauricio adorava as histórias de sua vó. Ele aprendeu a ler aos seis anos de idade e desde então não parou mais.
Mesmo ainda lendo mal, Mauricio procurava histórias e cartas em todos os lugares e foi aí que encontrou nas coisas de seu pai alguns contos eróticos que este publicava, obviamente não entendeu nada do que ali estava escrito, mas seu interesse pela leitura só aumentava.

Na década de 40, Mauricio ainda era pequeno mas já "trabalhava" fazendo alguns bicos para seu pai e foi ai que Mauricio conheceu a música. Além de trabalhar em rádios seu pai sempre se reunia com amigos seresteiros em uma casa funerária perto de sua casa para cantar durante a noite, Mauricio aprendeu a tocar com seu pai e, de acordo com o própio Mauricio, foi devido a esses encontros que ele perdeu o medo de assombrações e cemitérios, o que o levaria muitos anos depois a criar a Turma do Penadinho.




Mesmo com as escolas da época dizendo que os "gibis" eram más influências para crianças, Antônio sempre presenteava o pequeno Mauricio com as publicações de Roberto Marinho como o "Globo Juvenil", por exemplo, além da resvita "O Tico-Tico" e foi nos quadrinhos e balões daquelas publicações que Mauricio enxergava seu futuro, seus heróis de papel o divertiam e influenciavam, foi nesta época que ele conheceu o trabalho de Will Eisner com O "Spirit" (ou "O Espírito"), a quem Mauricio atribui até hoje seus ensinamentos nas HQs.

Mauricio começou a desenhar, fazia caricaturas de professores e as vezes ilustrava os contos de seu pai (não os pornograficos, obviamente), até que começou a desenhar para o jornal "Mogi Esporitvo" onde fazia caricaturas de jogadores e desenhava os símbolos e brasões dos times. Quando Antônio viu que seu filho podia ganhar a vida com os desenhos, logo lhe passou lições importantes, não só de desenho e pintura, mas de negócios, mostrando a seu filho que ele deveria saber cobrar pelos seus serviços.

Mauricio criou seu primeiro personagem no fim dos anos 40, "O Capitão Picolé" surgiu em um "cineminha" que o própio Mauricio improvisou nos fundos de sua casa para entreter as crianças menores. Foi as 19 anos que ele se mudou para São Paulo, onde ajudou seu pai na Rádio Cruzeiro do Sul, uma das mais importantes da época, ao mesmo tempo e que batia na porta de diversos jornais com seus desenhos procurando uma forma de trabalhar como desenhista profissional.

Seus desenhos foram rejeitados na maioria dos jornais em que ele se arriscava, até que em 1954 ele mostrou seus desenhos na redação do jornal "Folha da Manhã", onde também foi rejeitado como desenhista mas obteve a oportunidade de trabalhar como repórter investigativo. Conseguiu uma roupa inspirada em Dick Tracy e comaçou a fazer plantões junto a polícia, o diferencial era que suas reportagens eram feitas em forma de quadrinhos e foi graças a boa aceitação deste tipo de matéria que ele receberia a oportunidade de publicar algumas histórias no suplemento juvenil do Jornal.

Veremos como foi a criação de seus personagens e as mudanças que ele causou no mercado editorial na Parte 2, além de muitas outras curiosodades.


Mauricio caracterizado para o trabalho