terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sim, eu vi Shrek para sempre.




Bem aventurado o meu amigo Sr.C, que postou aqui uma maravilhosa critica do filme Toy Sotry 3. Como ví o filme um pouco depois dele, acabou que ele ficou com a crítica, não eu. Sobrou para mim ver a outra grande franquia das animações digitais, Shrek, que também encerra a sua saga com o seu quarto capítulo.

Quando eu falo "sobrou pra mim", deve ter ficado a impressão que eu estou escrevendo neste momento a crítica de um filme deplorável. Perto de Toy Story 3, ele chegap erto disso. Mas, analisando "Shrek para sempre" de maneira unificada, percebemos que a Dreamworks passa os 93 minutos de duração do filme tentando fazer algo que parecia impossível: dar a redenção a uma série que acabou de maneira insonsa (em seu terceiro capítulo, "Shrek Terceiro").

E a Dreamworks consegue novamente.




Shrek, por sí só, já poderia ser considerado o "punk rock" das animações. Crítica a Disney, a Pixar e toda a forma de cultura POP de maneira divertídissima sem deixar de ser infantil. O ogro que se apaixona pela princesa, com o tempo, se tornou símbolo de uma interessante
contra-cultura dos anos 2000. O segundo filme da franquia (Sem subtítulos rebuscados, chamado apenas de Shrek 2) acentua ainda mais esse lado transgressor de Shrek, pecando apenas em deixar de lado a infantilidade, que também é muito importante em uma animação desse porte.

O terceiro filme não só estragou a qualidade da franquia, com otambém estragou toda a ideologia que gira em torno dela. mais preocupado em vender brinquedos pelas redes Mcdonald's do que com a qualidade do roteiro, o filme peca por abraçar os clichês dos filmes do gênero, mas agora não como um deboche, e sim, como parte do corpo narrativo. O sucesso de marketing e bilheterias foi garantido. Agora, que o filme foi um furo no coração dos fãs, isso não se pode negar de maneira alguma.

Depois de ler esses dois parágrafos, o leitor deve entender então, como deve ser díficil redimir uma saga que foi enterrada de maneira tão pretensiosa e ruim. Pior do que um filme ruim, é um filme sem ideal, e "Shrek Terceiro" foi isso.

Já "Shrek Para sempre" pode não ser uma obra prima, um filme inovador como os dois primeiros. Longe disso, é um filme comum que decepciona todos aqueles que esperavam um filme que pelo menos fizesse jus ao seu concorrente animado da Disney/Pixar. Mas ainda assim, é um filme que resgata o humor à saga, e que usa de recursos narrativos muito inteligentes e criativos para renovar personagens que já estavam repetitivos, como a princesa/ogra Fiona e o Gato de Botas.

O recurso narrativo inclusive, é o ponto alto do filme. Colocar Shrek em uma "dimensão paralela" resolve boa parte dos problemas que um filme do Ogro fedorento deve ter. Com essa dimensão, o ogro tem uma missão, tem uma lição de moral ("não reclame de barriga cheia"), tem novos personagens, tem um vilão interessante (um dos mais criativos da franquia) e ainda temos conceitos divertidissimos para os cuadjuvantes já batidos.




Isso torna a história um tanto "externa", como se ela não pertencesse a franquia, a cronologia, por que ela não acrescenta nada propriamente dito para a "cronologia ogriana". Mas, é essa falta de preocupação com os limites impostos por cada personagem e pela própria trama acaba caindo como uma luva para o universo do ogro. É como uma interessante fuga da mesmice que já matava a franquia a muito tempo.

O grande erro do filme é o grande erro de quase todos os filmes. Clichê. Coisas como "para salvar tudo, tem que ter o beijo de amor verdadeiro" ou Rebelião boazinha vs Ditadura malévola são coisas que incomodam durante a sessão. Mas nada que supere a senssação de ver o Ogro ter finalmente, um final feliz. Tanto no enredo, quanto para nós, que só queríamos um final decente para ele.

Seria muito bom se esse fosse o honroso capítulo final de uma franquia tão interessante. Infelizmente, um filme do Gato de Botas já esta sendo produzido e a Dreamworks estuda a possibilidade de incluir um do Burro nesse bolo. Não é o dragão, nem Rumpelstilskin, nem qualquer outro vilão que Shrek e sua turma já tiveram que pode matar o Ogro. É sim, a desprezível ganância que assola hollywood.

Quem sabe um bravo cavalheiro, algum dia, não possa vencer esse monstro tão vil que atormenta boas franquias como essa?

NOTA: 7,0

3 comentários:

Doutor Radioativo disse...

Não acho Sherek 2 tão ruim assim, mas concordo quanto ao primeiro ser muito melhor.

depois dessa resenha, me deu vontade de assistir!!!!

Capitão Brasil RADIOATIVO disse...

Se você dar uma relida no texto, verá que eu acho o dois bom, o que eu acho ruim é o três :P

E vá ver, vale a pena.

Doutor Radioativo disse...

Desculpe, pensei certo e escrevi errado.

No comentário anterior leia Shrek 3, onde se le 2.

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