sábado, 4 de dezembro de 2010

Queria ser triste.

Falar que somos escravos da sociedade, que dependemos de valores e aparências pré-moldadas é chover no molhado. Na verdade, esse problema é menor que nós pensamos e mais ignorável também. Somos presos a correntes sociais eternas e inquebráveis, pela necessidade animal de vivermos em sociedade, de compartilharmos algo com outro grupo mesmo que ele seja minúsculo e insignificante.


Mas como já disse, isso é chover no molhado. Essas correntes nunca irão acabar e dissertar linhas e linhas sobre isso é perda de tempo. O grande problema é que vivemos em uma sociedade onde o pensamento positivo impera, onde o negativismo foi banalizado e o sorriso, mesmo que forçado, tem que ser posto na frente de tudo.

Livros de auto-ajuda, comédias românticas com final feliz...Tudo está armado para você sempre esperar o melhor mesmo que o melhor não venha. Quando uma pessoa está triste, cabisbaixa, ou simplesmente reflexiva ela deve simplesmente mudar de temperamento na hora, mesmo que não o queira. Isso não seria uma espécie de escravidão mental indiretamente induzida?

Na própria cultura pop, que nós tanto amamos, esse caos impera. Como já citei, comédias românticas (de cunho artístico duvidoso) onde impera o positivismo e as "boas mensagens" podem não agradar a todos, mas nas saídas dos cinemas os comentários são quase sempre mais positivos que em filmes mais artísticos e sombrios, como por exemplo o já clássico "Onde os fracos não tem vez" dos irmãos Coen. Na película, não temos um final feliz, e sim um final sombrio mas bem próximo do que seria a realidade. Os comentários do público em geral foram negativos.

Sem querer parecer marxista demais, mas é óbvio que isto está relacionado a cultura do "sonho americano", aquela onde com seu próprio suor o heróis sai da lama a glória, e acaba com tudo bem. Onde finais tristes e pensamentos tristes são sinônimos de depressão, de doença que precisa ser curada já com a sua irritante mania de terapias e medicamentos. Nós como "escravos" da globalização, recebemos essa cultura anexada ainda a nossa própria cultura nacional do "deixa pra lá". Então nós brasileiro temos a obrigação de ser sempre sorridentes, alegres, dançando aos montes, relacionando sempre a tristeza e o negativismo a coisas de certa forma, hediondas.

Na história da humanidade, muitas coisas foram travadas, muitas ideologias foram travadas. Diversas universidades e diversos grupos de estudo gastam tempo estudando esses fenômenos, mas não pensam que existe algo muito maior cobrindo tudo isso, existe um sentimento, UM SENTIMENTO, sendo travado. E travar um sentimento é muito maior do que travar uma ideologia. Travar um sentimento é cortar nossos vínculos com a humanidade.

Sejam felizes. Sejam tristes. Mas sejam humanos. Não esqueçam de sorrir, chorar ,sentir, por que isso faz parte da vida. Não deixem que o mundo ao seu redor controle o que vocês sentem.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Scott Pilgrim: O Épico dos épicos

A adolescência humana é um dos acontecimentos mais intensos e insanos que se tem notícia. Um turbilhão de sentimentos e pensamentos que começam a aflorar nos corpos maduros de adultos em fase de transição. Todo jovem passa por certas coisas como os namoricos envergonhados, as tardes em frente ao videogame, as tensões em resolver os problemas do dia-a-dia, os ensaios na garagem alheia e as festas homéricas com os amigos. E todos esses pensamentos desembocam em "Scott Pilgrim Contra o Mundo", o filme que finalmente conseguiu sintetizar todos esses devaneios adolescentes em uma película.

No frio inverno de Toronto, o canadense Scott Pilgrim(Michael Cera) é baixista de uma banda indie, chamada Sex Bob-Omb, e divide o aluguel de uma casa com o homossexual Wallace (Kieran Culkin). Entre os ensaios da banda e uma leve paquera com a colegial nipônica Knives Chau (Ellen Wong), Scott se apaixona à primeira vista pela misteriosa americana Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) e decide namorá-la, mas, primeiro deve enfrentar a Liga dos Sete Ex-Namorados do Mal. A partir daí, o filme toma proporções titânicas, trazendo combates ao melhor estilo 16-bits e várias referências pops a jogos, seriados e filmes.


Numa primeira olhada, o filme pode parecer bastante surreal. Em certos momentos, o magrelo Scott Pilgrim adquire poderes quadrinescos empregados em derrotar sua recém-adquirida galeria de arqui-inimigos, como guitarristas alienígenas e indianos pirocinéticos. As lutas apresentadas no filme possuem um visual bastante inspirado nas histórias em quadrinhos e nos jogos de fliperama, chegando ao cúmulo de surgir moedas toda vez que algum adversário é derrotado.

Dentro do filme, existe uma fusão entre a música indie e os games de 16-bits que se estende para todo o resto da narrativa. As canções apresentadas pela fictícia banda Sex Bob-Omb são tão barulhentas quanto rebuscadas, bebendo bastante das tendências atuais. Grande parte da trilha sonora teve a mão de Brian LeBarton, tecladista e diretor musical da banda Beck, famosa entre os apreciadores da cultura indie.


Na trama, somos apresentados à figura misteriosa de Ramona Flowers, um nome já associado ao azar, graças ao longo período de tempo onde as rádios se recusavam a reproduzir musicas com esse título. A medida que a narrativa transcorre, vemos o "heróico" Scott Pilgrim ludibriar sua ex-namorada apenas para ficar com Ramona, porém, para isso, ele passa por uma série de problemas e complicações. Quem nunca sonhou em resolver as dificuldades da vida como os super-heróis fazem? Surrando o cara mal, resgatando a mocinha e salvando o dia? Mesmo assim, nada é tão simples assim e o protagonista paga pelas suas escolhas precipitadas.

Na direção, o britânico Edgar Wright demonstra uma paixão pulsante pelo seu trabalho, apresentando uma linguagem rápida, mas que não é confusa, o que casa bem com a geração atual que cresceu no meio de celulares e computadores. A montagem das cenas é excepcional, digna de ser documentada e distribuída nas salas das faculdades de Áudio Visual. O elenco, inspirado, é repleto de figuras pouco conhecidas pelo público, mas extremamente competentes. O protagonista Michael Cera entrega sua melhor performance, mostrando que nasceu para interpretar Scott Pilgrim. Dentro da Liga dos Ex-Namorados, temos super astros como Chris Evans e Brandon Routh, que aparecem pouco mas fazem bonito.


Baseado nos quadrinhos homônimos, "Scott Pilgrim Contra o Mundo" é a síntese da adolescência em frames, misturando toda a cultura pop de games, filmes e clichês românticos em um único filme. Assim como o autor da obra original em quadrinhos, Bryan Lee O'Malley, o diretor mostra que a vida é dividida em fases, como um jogo de videogame, e que não importa o número de vezes que você morra ao enfrentar o chefão, sempre existirá uma vida extra para você tentar outra vez. Fique com o trailer do filme mais épico de todos os tempos:


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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os Simpsons - por Banksy



O assunto em destaque na internet nesta segunda-feira é a polêmica abertura do seriado "Os Simpsons" feita pelo famoso grafiteiro inglês Banksy.

O desenho animado "Os Simpsons" já é consagrado e se tornou uma das séries mais duradouras da TV de todos os tempos, sempre causando polêmica ao criticar e fazer piadas com tudo e com todos, inclusive sendo pivô de muitos polêmicas no decorrer dos 22 anos em que está em exibição.
A abertura feita por Banksy causou todo este frenesi por que dá a entender que a Fox utiliza trabalho semi-escravo na produção da série e de seus derivados (bonecos, dvd's e etc), fato este que não pode ser comprovado, mesmo tendo em vista que a Fox realmente usa mão-de-obra sul-coreana na produção de seus produtos.

O mais estranho de tudo isso, é que a abertura não foi apenas espalhada na internet mas exibida pela própria Fox no dia 10 de outubro! Não fosse apenas isso, o produtor da animação Al Jean jogou mais lenha na fogueira ao declarar "Isso é o que você ganha quando terceiriza", ao brincar sobre o ocorrido.

Assita a abertura acima e conheça um pouco mais do trabalho de Banksy em seu site oficial.

Tire suas próprias conclusões enquanto animadores se demitem e pseudo-intelectuais dizem por aí que a abertura só mostra a "verdade sobre o capitalismo", algo que nunca foi segredo pra ninguém.

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domingo, 10 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 : Faca na Bandeira


No Brasil, existe uma espécie de Sistema imposto pela sociedade hipócrita que fazemos parte. Os traficantes são protegidos por ativistas e seus Direitos Humanos, os policiais causam medo nos cidadãos e os politícos maestram todo esse espetáculo do rídiculo detrás de suas mesas de gabinete. Esquerdistas, facistas, humanistas e outros grupos ideológicos entram em conflito enquanto a população nacional fica anestesiada pela intimidação dos bandidos e o poder da lei. Em epóca de segundo turno nas eleições, o filme "Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro" chega às salas de cinema e traz ao público a história do Coronel Nascimento contra esse Sistema.

Situado quinze anos após o fim de "Tropa de Elite", essa sequência mostra o amadurecimento dos personagens do primeiro longa-metragem. Após um massacre feito pelo BOPE durante uma revolta em Banguu I, o agora Coronel Nascimento vira o mais novo herói do estado do Rio de Janeiro e acaba ganhando o cargo de sub-secretário de segurança. Uma metalinguagem poderosa, já que o personagem de Wagner Moura virou ídolo da nação depois do primeiro filme. Mais consciente do que antes, agora Nascimento vê suas crenças serem destruídas ao perceber que o buraco do Sistema é mais em cima do que imaginava. Lá pelas bandas de Brasília, por ali.


Como uma sequência, "Tropa 2" é mais do que eficiente. Os principais personagens reaperecem, uns mais que outros, mas cada um deles com uma evolução visível. Agora, Matias é o capitão do BOPE, determinado a resolver tudo na base da bala, e Nascimento, interpretado de forma genial por Wagner Moura, é um engravatado perdido na sua cruzada contra o Sistema. Em "Tropa de Elite", vemos a história atráves do olhos facistas de Capitão Nascimento. Aqui, somos apresentados a todos os pontos de vista e é entregado na nossa mão a tarefa de escolher a melhor opinião. É tanto que o coronel Nascimento, narrador-personagem do filme, muitas vezes se mostra em dúvida sobre sua luta contra o Sistema.

Com um roteiro mais pesado, o diretor José Padilha mostra um filme menos movimentado e mais focado em cutucar a ferida aberta da corrupção no Brasil. Sem firulas e eufemismos, ele vai direto ao ponto de uma forma brutal e crua. Um soco de cultura na cara do telespectador. Agora, o vilão não é o traficante nordestino de vida sofrida ou o playboy maconheiro, mas os politícos e PMs do Rio de Janeiro. E o mais poderoso é que o filme pergunta, com todas as letras: "E quem é que financia isso tudo?"


Nesse filme, somos apresentados há uma ficção que, infelizmente, tem muitas semelhanças com a realidade. Na telona, o super-herói brasileiro Nascimento bate de frente contra os políticos corruptos, entretanto, na vida real, a história é outra. Os problemas no Brasil não possuem um corpo que possa ser destruído ou um rosto que possa ser surrado. A luta contra o vilão da Corrupção é cansativo e dura anos, mas, cedo ou tarde, nós teremos que exterminá-lo. Pelo menos, antes que o Sistema consuma tudo da pátria com suas facadas na nossa bandeira, que a impedem de tremular no horizonte do progresso.

Trazendo a maior bilheteria já feita por um filme brasileiro no seu fim-de-semana de estréia , "Tropa de Elite 2" chega aos cinemas dando um tapa na cara no cidadão comum de classe média e mostrando sem dó as chagas da nossa sociedade. O filme oferece a platéia um roteiro denso, uma história bem-amarrada e cenas soberanas, que não devem nada a clássicos como "O Poderoso Chefão". Dá orgulho ver um filme de tão alta qualidade sendo feito em solo brasileiro. Entretando, vale lembrar que "Tropa 2" foi adiado pelo governo para três meses depois da data estipulada, exatamante depois das eleições, portanto, assista esse filme não apenas para gritar, não apenas para sair da sala de cinema batendo palmas, mas também para lembrar: Antes de Che Guevara, Calígula ou Tiririca, pensa no solo onde pisa e no céu que te cobre. Não venda a alma do pobre Brasil para oportunistas e corruptos. Deixe um pouco A Fazenda de lado e exerça seu papel de membro da nação.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

25 Anos de Super Mario!

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Origem: O Sonho é real.



Certa vez, um pensador falou: "Não importa quanto tempo passe, o maior adversário do homem sempre será ele mesmo". O ser humano tem como obrigação natural desbravar tudo que lhe desafia a lógica. Colonizamos continentes selvagens e mapeamos as estrelas, porém, nós nunca conseguiremos controlar nossa mente por inteiro. Não se pode dar fronteiras ao subconsciente nem se explicar cientificamente a imaginação. O homem tem medo do que não conhece e faz parte d'A Origem do homem temer o seus monstros interiores. E é desse ponto que o novo filme de Christopher Nolan começa.

Nolan é um dos grandes nomes do cinema moderno, que entrega ao seu público não apenas bons filmes, mas experiências, que continuam fora da sala de cinema. Com "Amnésia", ficamos tão perdidos quanto o protagonista ao vermos suas memórias embaralhadas. Com "O Grande Truque", somos alvo de um truque de ilusão orquestrado durante o filme inteiro. Com "Batman", sentimos o pesar de Bruce Wayne, acompanhamos sua jornada de homem que se torna lenda e somos postos à prova com as piadas insanas do Coringa.E aqui, com A Origem, Nolan nos entrega seu melhor trabalho, que nos faz pensar e criar nossas próprias teorias. Em um pouco mais de duas horas, o filme insere nas mentes da platéia uma série de idéias e nos faz sair do cinema nos perguntando: "Será que estou sonhando agora?"


O filme é, acima de tudo, uma ficção científica. A história contada se passa em um terreno pouco explorado até hoje, o mundo dos sonhos, e para defini-lo se estabelece regras nesse universo imaginativo. Regras que, durante a trama, são utilizadas para causar um conflito. Um bom exemplo disso é o conceito do tempo passar mais devagar nos sonhos. Afinal, quem nunca sonhou que viveu por horas e, quando acordou, percebeu que havia passado apenas cinco minutos?

Apesar disso, o que mais chama atenção do filme não são as situações criadas graças ao mundo dos sonhos, mas, sim, o percurso percorrido pelos personagens. Logo no início do filme, vemos um homem aparecer perdido em uma praia. Esse homem é Dom Cobb, o protagonista do filme e o centro de todas as teorias sobre A Origem.

Dom Cobb(DiCaprio), exímio ladrão de sonhos, vive uma vida de arrependimento após a morte de Mal, sua esposa, até que um empresário contrata seus serviços, oferecendo como pagamento a volta dele para casa. O personagem Cobb não é épico e não apresenta nenhum traço marcante, mas é impossível não se cativar por ele e sua jornada. Como todo protagonista dos filmes de Nolan, aqui ele mostra ao telespectador um homem comum, arrependido e assombrado por um passado nebuloso, tentando consertar à todo custo os seus erros. Ao contrário de Matrix, aqui o "mundo alternativo" não funciona como prisão, mas como uma chance de redenção. A Origem não é sobre um grupo de ladrões atrás de fazer um trabalho ou é sobre uma aventura no mundo dos sonhos. Esse filme é sobre Dom Cobb e sua busca desesperada pelo seu retorno para casa. E é fascinante o jeito que Nolan nos cativa e nos emociona, mostrando os percalços de Cobb para fugir de seu remorso, personificado no mundo dos sonhos como a Mal. É isso que nos assombra em A Origem. No mundo dos sonhos, os nossos arrependimentos ganham forma e tentam nos consumir.


O cinema de Nolan não é o mais perfeito, mas agrada facilmente qualquer um. Seu estilo, inspirado nos thrillers Hitchcockianos, carrega uma carga de terror e noir. Na maioria dos seus trabalhos, Nolan nos mostra cenas ou momentos em específico que funcionam como símbolos dentro de suas tramas. Em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", na cena em que Coringa está pendurado de ponta-cabeça, a câmera se inverte e fica também de cabeça para baixo, só para representar que aquele é o jeito que o Palhaço do Crime vê o mundo, de cabeça para baixo. Em A Origem, ele repete isso, transformando coisas extremamente pequenas, como um pião girando ou uma taça se quebrando, em símbolos que fazem o telespectador esbugalhar os olhos e grudar na cadeira.

A trilha sonora do filme também merece destaque. O competentissímo compositor Hanz Zimmer, que já trabalhou com Nolan em Batman, nos apresenta melodias frenéticas nas horas de colapso e músicas ao piano em momentos-chave. Os últimos minutos do filme, acompanhados por um piano delicado, são de perder o fôlego de tão bem tratados. Agora, sobre a música-tema da trilha sonora, Zimmer colocou uma surpresa:



A música-tema da trilha sonora do filme é, na verdade, a versão em rotação baixa de "Non, Je Ne Regrett Rien", música que os viajantes dos sonhos usam quando estão dormindo para sincronizar a hora de acordar! Isso tudo foi apenas para nos dar a sensação de que estamos no mundo dos sonhos!

Agora, sobre o elenco, o filme está recheado de uma grande diversidade de atores extremamente competentes. Entretanto, temos que dedicar um espaço para Leonardo DiCaprio. Se DiCaprio chamou a atenção do mundo em "Titanic", ele atinge com louvor a maturidade como ator interpretando o "naufragado" Dom Cobb. Chega a ser irônico, já que Jack morreu após o navio afundar e Cobb surge perdido em uma praia, carregado pelas ondas. Em A Origem, DiCaprio interpreta na medida certa o papel de homem em conflito interno. Ao contrário de "Ilha do Medo", onde DiCaprio interpretra papel semelhante, aqui nós realmente vemos, de forma genial, o caminho traçado por um homem para combater seus arrependimentos.

Quando o filme termina, o telespectador se sente despertar, como se tivesse acabado de levar um Chute. A Origem é um sopro de criatividade em Hollywood e mostra que não é só de explosões que se faz bons blockbusters. Venha, compartilhe o sonho também! Ou quer se tornar um velho, cheio de arrependimento, esperando sozinho pela morte?

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A história da música Pop em 4 acordes

O video não é novo e talvez vocês já o tenha visto, mas se não viu realmente vale a pena e se já viu, curta novamente.

O grupo humorístico australiano "Axis of Awesome" criou a música " 4 Four Chord Song" onde eles passeiam por toda a história da música Pop em apenas 4 acordes.
É interessante notar que com a o arranjo certo, todas as músicas acabam mesmo ficando parecidas.

Assistam o vídeo:



Caso você não conheça todas as músicas tocadas no vídeo, vale a pena correr atrás da maioria.
Vale ressaltar que em nenhum momento os artistas são acusados de plágio, o video apenas faz comédia com um bom arranjo musical para nos deixar curiosos sobre o fato.

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domingo, 22 de agosto de 2010

Voce Conhece Sylvester?




Quando se olha para a imagem desse senhor de 63 anos, podem surgir várias interpretações. Um deus, um idiota, um brucutu ou um gênio. Sylvester Stallone consegue ser tudo isso. Muitos o conhecem, mas poucos sabem da carreira de altos e baixos do ator, diretor e roteirista Sylvester Stallone. Por exemplo, você sabia que ele já ganhou um Oscar? É, continue lendo e se surpreenda.

Michael Sylvester Gardenzio Stallone nasceu no 6 de julho de 1946, em Nova York. Filho de um cabeleiro e uma astróloga, ganhou sequelas durante o seu complicado parto, o que gerou seus famosos olhos baixos e boca torta. Após uma adolescência conturbada, onde foi expulso de 14 escolas, desistiu da vida acadêmica. Chegou a ser apontado pelos colegas como a pessoa entre eles com mais probabilidade de acabar indo parar na cadeira elétrica. Se voltou para a Dramaturgia, mesmo sendo constantemente desencorajado pelos seus professores.

Fazendo bicos como lanterninha de cinemas e limpando jaulas de zoológico, Sly sobreviveu enquanto batalhava por uma chance. Chegou até a estrelar um filme pornô, recebendo 200 doláres por sua participação, tudo isso só para conseguir algum dinheiro que conseguisse sustentar ele e seu cachorro. No fim, após sucessivas rejeições e bicos como figurante em filmes, teve que vender o cão para que ele não morresse de fome.

Certo dia, Sly decidiu assistir uma luta de boxe entre o lendário campeão mundial, Muhammad Ali, e um lutador local. Contrariando todas as expectativas, o lutador local ficou de pé até o último round e, pasmem, conseguiu derrubar o campeão em trechos da luta. Inspirado pelo ato de glória daquele homem simplório, Sly voltou para o seu minúsculo apartamento e escreveu em três dias o embrião do filme Rocky - Um Lutador.


Gravado em um mês e com o orçamento de um milhão de doláres, Rocky foi devastador. Arrecadou 117 milhões(Na época, era MUITA coisa) e conseguiu nomeações nas principais categorias de todos as premiação. Com o sucesso, Stallone foi a terceira pessoa na história do cinema a conseguir indicações ao Oscar nas categorias de melhor ator e melhor roteirista fazendo o mesmo filme. Antes dele, apenas Charles Chaplin, com "O Grande Ditador", e Orson Wells, com "Cidadão Kane"!

Daí em diante, Stallone deslanchou. Com a chegada dos anos oitenta, os seus famosos filmes de ação viraram marca registrada dessa decáda. Rambo, Stallone Cobra, Falcon e etc. O tempo passou, os deuses oitentistas foram esquecidos e Stallone foi renegado apenas a lembrança.

Então, em 2006, ele renasceu. Com Rocky Balboa, Stallone mostra que ainda está vivo e ainda sabe fazer belos filmes. Abraçado por 70% da crítica, o filme consagrou a gloriosa volta de Sly. Depois, ressurgiram Rambo e Duro de Matar nos cinemas. Era Sly recriando os velhos tempos para a nova geração.

Atualmente, Stallone está nas telonas com seu "Os Mercenários", um típico filme de ação com astros da pancadaria. O filme está no topo das bilheterias faz duas semanas.

De louco a gênio, de rejeitado a louvado. Sylvester Stallone era, é e sempre será um dos maiores nomes da indústria cinematográfica, quer queiramos ou não.

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domingo, 15 de agosto de 2010

Os Mercenários: Os Velhos Tempos Voltaram




Vivemos em tempos complexos. Os pais não podem mais usar de palmada para educar seus filhos e os torcedores não podem mais xingar nos estádios de futebol. Adolescentes trocam de sexo com a mesma frequência que trocam de roupa enquanto psicólogos explicam a loucura dos dias atuais usando pensamentos freudianos. Com a era da Informação que nasceu no século XXI, os padrões sociais mudaram radicalmente. Twitter, Vllogers, Vampiros que brilham, etc. Tem certas horas que dá vontade de ligar o "foda-se" e voltar no tempo até épocas mais simples.

Eu sou um pouco novo e, dentre as várias coisas que perdi, não tive a oportunidade de ter presenciado as famosas matinês dos anos 80, sempre lotadas ao estreiar os famigerados filmes de ação estrelados por brucutus como Bruce Willis e Schwarzenegger. Segundo relatos, as pessoas se sentavam aonde ainda tinha espaço e vibravam enlouquecidamente ao ver o tipíco "exército de um homem só" arrasar um batalhão de capangas e salvar a mocinha. E foi exatamente assim que me senti vendo Os Mercenários, de Sylvester Stallone. Após ser o responsável por dar o adeus definitivo de dois dos maiores símbolos de década de 80, com seus "Rocky Balboa" e "Rambo IV", Stallone volta aos cinemas realizando mais um fetiche dos fãs saudosistas. Convoca os maiores deuses da pancadaria e junta todos eles em um legitimo filme oitentista.


Está tudo lá, para todo mundo ver. Os clichês, as piadas sem graça, os furos do roteiro, as lutas, as explosões, a trilha sonora rock n' roll, a mocinha em perigo, o vilão canastrão e a busca pela honra perdida. Stallone e Cia vestem a camisa de velhos ícones do cinema e brincam com essa mitologia da porrada do jeito que só eles sabem fazer. Com "Os Mercenários", Stallone mostra a nova geração o quão divertido era os tempos de antigamente, onde não existia o politicamente correto e os heróis eram nobres senhores musculosos sem camisa com metralhadoras em punho.

Mais do que um grande filme de ação, "Os Mercenários" também funciona como uma fuga ao passado não tão distante. Um ode aos velhos heróis de ação esquecidos pelo tempo. Um filme que deve ser encarado apenas como fonte de diversão e nada mais.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Escreva diferente. Escreva como brasileiro.

Desde a primeira metade dos anos 50, nossa juventude nunca passou por um momento literário como esse.

Isso por que, em 1954, a obra máxima do professor e filólogo (espécie de cientista das línguas) J.R.R.Tolkien foi publicada pela primeira vez na Inglaterra. Sua publicação terminaria em 1955.

O lançamento de “O Senhor dos Anéis” gerou um boom literário gigantesco entre os jovens. Nunca tantos adolescentes e/ou novos adultos queriam lançar seus livros.

O fenômeno está ocorrendo agora. Sagas literárias como Harry Potter, Eragon, Percy Jackson e, até mesmo, Crepúsculo estão levando muitos jovens a abrir os seus Microsoft Office Words para produzir cada vez mais livros.

Isso deveria gerar uma empolgação enorme entre os especialistas e amantes dos livros, mas, na verdade, está gerando um grande surto de decepção.

Isso por que, cada vez mais editoras negam livros de autores jovens, e, estes desistem desta carreira difícil, mas louvável.

As negativas são facilmente justificadas. Uma editora brasileira quer algo original, criativo e que tenha mercado no Brasil. De nada adianta algo que pode ter grande mercado no exterior se isso deve ser lançado aqui.

Muitos jovens lêem essas séries estrangeiras e formam um padrão na sua mente que não é o padrão do seu país. Aí, temos vários Harrys, Edwards e Percys tentando ganhar vagas nas editoras. E, não preciso mencionar que raramente eles conseguem.

Isso é facilmente explicável. O herói brasileiro é diferente do herói americano.


O herói americano é um Edward Cullen (protagonista da saga Crepúsculo) da vida. Alto, bonitão, voz rouca, que faz as meninas que lêem os livros suspirarem. Esse não é o herói brasileiro.

Os heróis brasileiros (não estou dizendo que eles são ,estou dizendo que eles são aclamados como) são pessoas como Lula, ou Chico Xavier. O herói brasileiro tem que ter aquela marca do nosso povo, do cara que veio do interior, batalhou, lutou e, no fim, venceu na vida.

Não estou dizendo que todo o livro brasileiro deva ser escrito assim. Livros de fantasia são fantásticos e muito importantes para a literatura, mas tem que ter o toque brasileiro.

Mas, na tentativa de idolatrar uma cultura que não é nossa, muitos jovens escritores desistem de suas carreiras. Se você tem talento pra escreverm, prefere abandonar isso em troca de um anti-patriotismo barato, o ude sonhos altos de lançar seu livro no exterior? Claro que não!

Outro grande culpado disso tudo é o cinema. Com o surto de adaptações, os jovens já escrevem seus livros pensando em como eles ficariam em uma não tão provável adaptação. Escrevem um argumento pra cinema em forma de livro, se esquecendo que são duas linguagens totalmente diferentes.

Você, jovem, inteligente e brasileiro, se quiser ter seu livro publicado escreva algo condizente com o seu universo, com a sua realidade verde e amarela. E seja criativo, nada de um novo domador de dragões ou bruxo estudante. Tenha uma idéia fantástica e aplique ela, ou, se não tiver, desista.

Por que livros são feitos de idéias novas, não de idéias copiadas. E você nunca vai ser aceito por uma editora como cópia, eu te garanto.

Se quiser mais dicas, recomendo o site Escreva seu livro, da consultora literária Laura Bacellar e do publicitário Sidney Guerra. Além de postagens interessantes, Laura também oferece um serviço de consultoria, que pdoe encontrar a editora ideal para o eu livro. É salgado, mas parece útil.

E se quiser saber mais sobre os perigos das adaptações, veja esse post meu aqui.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sim, eu vi Shrek para sempre.




Bem aventurado o meu amigo Sr.C, que postou aqui uma maravilhosa critica do filme Toy Sotry 3. Como ví o filme um pouco depois dele, acabou que ele ficou com a crítica, não eu. Sobrou para mim ver a outra grande franquia das animações digitais, Shrek, que também encerra a sua saga com o seu quarto capítulo.

Quando eu falo "sobrou pra mim", deve ter ficado a impressão que eu estou escrevendo neste momento a crítica de um filme deplorável. Perto de Toy Story 3, ele chegap erto disso. Mas, analisando "Shrek para sempre" de maneira unificada, percebemos que a Dreamworks passa os 93 minutos de duração do filme tentando fazer algo que parecia impossível: dar a redenção a uma série que acabou de maneira insonsa (em seu terceiro capítulo, "Shrek Terceiro").

E a Dreamworks consegue novamente.




Shrek, por sí só, já poderia ser considerado o "punk rock" das animações. Crítica a Disney, a Pixar e toda a forma de cultura POP de maneira divertídissima sem deixar de ser infantil. O ogro que se apaixona pela princesa, com o tempo, se tornou símbolo de uma interessante
contra-cultura dos anos 2000. O segundo filme da franquia (Sem subtítulos rebuscados, chamado apenas de Shrek 2) acentua ainda mais esse lado transgressor de Shrek, pecando apenas em deixar de lado a infantilidade, que também é muito importante em uma animação desse porte.

O terceiro filme não só estragou a qualidade da franquia, com otambém estragou toda a ideologia que gira em torno dela. mais preocupado em vender brinquedos pelas redes Mcdonald's do que com a qualidade do roteiro, o filme peca por abraçar os clichês dos filmes do gênero, mas agora não como um deboche, e sim, como parte do corpo narrativo. O sucesso de marketing e bilheterias foi garantido. Agora, que o filme foi um furo no coração dos fãs, isso não se pode negar de maneira alguma.

Depois de ler esses dois parágrafos, o leitor deve entender então, como deve ser díficil redimir uma saga que foi enterrada de maneira tão pretensiosa e ruim. Pior do que um filme ruim, é um filme sem ideal, e "Shrek Terceiro" foi isso.

Já "Shrek Para sempre" pode não ser uma obra prima, um filme inovador como os dois primeiros. Longe disso, é um filme comum que decepciona todos aqueles que esperavam um filme que pelo menos fizesse jus ao seu concorrente animado da Disney/Pixar. Mas ainda assim, é um filme que resgata o humor à saga, e que usa de recursos narrativos muito inteligentes e criativos para renovar personagens que já estavam repetitivos, como a princesa/ogra Fiona e o Gato de Botas.

O recurso narrativo inclusive, é o ponto alto do filme. Colocar Shrek em uma "dimensão paralela" resolve boa parte dos problemas que um filme do Ogro fedorento deve ter. Com essa dimensão, o ogro tem uma missão, tem uma lição de moral ("não reclame de barriga cheia"), tem novos personagens, tem um vilão interessante (um dos mais criativos da franquia) e ainda temos conceitos divertidissimos para os cuadjuvantes já batidos.




Isso torna a história um tanto "externa", como se ela não pertencesse a franquia, a cronologia, por que ela não acrescenta nada propriamente dito para a "cronologia ogriana". Mas, é essa falta de preocupação com os limites impostos por cada personagem e pela própria trama acaba caindo como uma luva para o universo do ogro. É como uma interessante fuga da mesmice que já matava a franquia a muito tempo.

O grande erro do filme é o grande erro de quase todos os filmes. Clichê. Coisas como "para salvar tudo, tem que ter o beijo de amor verdadeiro" ou Rebelião boazinha vs Ditadura malévola são coisas que incomodam durante a sessão. Mas nada que supere a senssação de ver o Ogro ter finalmente, um final feliz. Tanto no enredo, quanto para nós, que só queríamos um final decente para ele.

Seria muito bom se esse fosse o honroso capítulo final de uma franquia tão interessante. Infelizmente, um filme do Gato de Botas já esta sendo produzido e a Dreamworks estuda a possibilidade de incluir um do Burro nesse bolo. Não é o dragão, nem Rumpelstilskin, nem qualquer outro vilão que Shrek e sua turma já tiveram que pode matar o Ogro. É sim, a desprezível ganância que assola hollywood.

Quem sabe um bravo cavalheiro, algum dia, não possa vencer esse monstro tão vil que atormenta boas franquias como essa?

NOTA: 7,0

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

- E o que você deseja saber?

-Eu desejo saber tudo!

Bons tempos quando a ciência não precisava era explicada, afinal, ela era apenas uma bobagem para lunáticos que fugiram da catequese aos 11 anos de idade.

Hoje em dia tudo é diferente. Cientistas são superstars, premiados (pasmem) com o maior prêmio da história. Um tal de Nobel.

Filmes, livros, quadrinhos e diversos outros objetos de cultura pop são criados pra falar SOBRE CIÊNCIA. As crianças até aprendem ciência na escola.
Mas, tudo isso tem um porém. Químicos, Físicos e Biólogos tem um ponto fraco em comum. Não sabem escrever. Um jornalista, um poeta, um romancista, todos esses tem um poder de síntese. A capacidade de fazer com que seus leitores entendam perfeitamente a ideia que eles querem passar sem maiores dificuldades. Essa falta de síntese as vezes se torna até elemento icônico para certos cientistas. Einstein ficou conhecido por criar um teoria que (segundo a lenda) só podia ser entendida por 5 pessoas em todo o planeta (A teoria da relatividade geral).

Mas, nem todos tem o poder impositivo de Einstein. Por isso, muitas obras entraram para a história como descobertas cientificas initeligiveis, o que criou inclusive, uma má-fama para os cientistas. Até mesmo o grande Stephen Hawking é incompreendido as vezes. A ciência necessitava de um jornalista, de um poeta, de um romancista para sintetizar o TUDO cientifico. Do big bang ao homo sapiens. Da relatividade para a macro ciência até o número quântico para a micro ciência. TUDO, literalmente.

Esse homem foi Bill Bryson.



Jornalista americano, Bryson já era conhecido por seu poder de sintetizar quando praticamente revisitou toda a história estadunidense em Crônicas de um país bem grande e Uma caminhada na floresta: redescobrindo os Estados Unidos pela trilha dos Apalaches. Mas, foi com Breve história de quase tudo que Bryson, simplesmente, fez com que o mais vagabundo dos estudantes (EU) visse a física, a química, a biologia e a genética não como monólogos chato, sem sentido e objetivo, mas sim como uma história fantástica, que nada deve aos nossos contos de ficção-cientifica, que, no fim, sempre pode voltar ao início e nos dar alguma revelação surpreendente.


O grande trunfo de Bryson é se prender aos cientistas, e não a suas descobertas. Assim, vemos histórias fantásticas por trás de todas as grandes descobertas, que envolvem traições, assassinatos, intrigas e, muitas vezes, um esquecimento gerado pura e simplesmente pela falta de carisma do pesquisador. Por que se ater a descoberta dos dinossauros, se podemos também observar toda a mudança social que os museus de paleontologia geraram no séc. 19? Por que olhar apenas para a descoberta da relatividade, se também podemos ver toda a caminhada Einstein até esse momento fatídico? Transformar ciência em narrativa é algo tão difícil quanto a própria ciência, e Bill Bryson faz isso com uma maestria invejável.

Fica aí a dica pra todos que querem compreender a ciência pelas palavras de quem foi treinado para escrever. E a escrita é o que, senão uma grande descoberta?

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sábado, 31 de julho de 2010

O Doutor Pop: Um entusiasta da Ciência




Michio Kaku nasceu em 1947 em Palo Alto, na Califórnia-EUA. Desde muito pequeno se mostrou imensamente interessado em Ciência e quando jovem construiu um acelerador de partículas de 2,3 milhões de volts na garagem de seus pais (episódio que resultou na queima de todos os fusíveis da casa e consequente falta de energia) e após o acontecimento ingressou na universidade de Harvard, onde se formou como Bacharel em Física em 1968.
Confesso fã de Ficção Científica, Michio Kaku se tornou PhD em 1972, conheceu grandes figuras da área como Stephen Hawking e Carl Sagan, apareceu em diversos programas de TV, deu entrevistas para Talk Shows, tornando-se um verdadeiro entusiasta da ciência.
Co-criador da teoria de campos de corda, Michio Kaku procura sempre deixar suas explicações o menos maçantes possível, mostrando o quanto a Ciência pode ser legal se bem trabalhada!

Recentemente ele passou pelo Brasil e concedeu uma entrevista ao programa "Espaço Aberto: Ciência e Tecnologia" do canal GloboNews, que pode ser assitida na íntegra logo abaixo. Nela, Michio, que já é considerado um dos homens mais inteligentes do mundo, disserta bastante sobre a Ciência do Impossível (coisas como Invisibilidade, Teletransporte e Viagens no tempo), além de fazer uma analíse interessante do momento tecnológico que vivemos, falando inclusive do Brasil. Assista:



Bibliografia de Michio Kaku :(Fonte: Wikipédia)

* Hiperespaço; 2000; Rocco
* Para além de Einstein; 1987; Europa-América
* Visões; 1998; Editorial Bizâncio
* O Cosmos de Einstein; 2005; Gradiva
* Visões do Futuro; 2001; Rocco
* O Cosmo de Einstein; 2005; Companhia das Letras
* A Física do Impossível, 2008, Editorial Bizâncio
* Mundos Paralelos, 2009, Editora Rocco


Gostou deste post? Talvez goste desse também:

- Entenda tudo sobre Viagens no Tempo
- O que é "Ciência de Borda"? (destaque para série de TV Fringe)

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Por que Não Matá-lo?


Em minhas andanças pelas livrarias, achei um livro que me chamou a atenção.O título era "Batman e a Filosofia", um livro que tinha a proposta de reinterpretar alguns aspectos da Bat-mitologia pela ótica filosófica. Até aí, parecia apenas mais um produto criado para se auto-promover encima do sucesso do último filme do Morcego. Mas, quando folheei as primeiras páginas, fui fisgado e comprei. O primeiro capítulo abordava uma questão que está no imaginário popular há tempos: "Por que o Batman não mata o Coringa?". O exercicío criativo feito pelo filósofo norte-americano Mark D. White foi tão interessante que fiquei infectado.

Nos últimos 70 anos de histórias, o Coringa matou, mutilou, torturou, espancou, estuprou e até explodiu pessoas nas suas peripécias em Gotham City. Entre as vítimas, ele já assassinou desde pessoas próximas de Bruce Wayne até mesmo os próprios capangas que trabalhavam com ele. E, em todos os casos, Batman o caçava e prendia, até que ele fugisse semanas depois e começasse tudo de novo. "Por que não mata ele logo?", dizia alguém de vez em quando, "Pense em todas as vidas que isso salvaria!". Primeiramente, o código moral que Batman jurou seguir o impede disso. Para Batman, matar alguém seria cruzar a única linha que o diferencia dos criminosos. Mas ninguém está falando apenas do Morcegão, oras! Estamos falando também das pessoas que ficam a mercê desse palhaço psicopata. De um modo geral, em determinadas situações, pensamos que uma pessoa é obrigada a fazer algo que beneficiaria muitos, mesmo se não for de seu gosto. Mas se essa coisa for um assassinato?


O argumento a favor de matar o Coringa é direto e simples. Se Batman matá-lo, irá impedir todos os assassinatos hediondos que ele certamente fará no futuro, fora a satisfação da vingança por parte das famílias das vítimas que estará sendo realizada. Esse é uma linha de raciocínio típica do Utilitarismo, uma doutrina ética da filosofia que visa otimizar o bem-estar e felicidade das pessoas atráves das nossas ações. Preservar várias vidas ao preço de uma é um bom negócio, segundo os utilitaristas. Apesar disso, os super-heróis não pensam assim e os vilões, tanto sabem disso, que vez ou outra usam reféns para persuadi-los. "Está me dizendo que muitas pessoas irão morrer porque você não quer matar uma?", provavelmente algum utilitarista raivoso gritaria para Batman. A resposta dele provavelmente seria que teria medo de cruzar uma linha que ele teme não voltar jamais e etecetera e tal. Para dar continuidade ao exercício criativo, na contramão do Utilitarismo, vou evocar outra escola ética, chamada Deontologia.

Para os deontologistas, o julgamento da moralidade de um ato deve ter como base as características independentemente do próprio ato. Os fins não justificam os meios, pelo contrário, os meios devem ser justificados pelos seus próprios méritos. Seguindo essa linha, matar o Coringa para evitar futuras mortes é irrelevante, já que matar é errado e ponto final. Claro que, até mesmo o mais fervoroso deontologista é alheio a fazer exceções, por exemplo, matar em legitima defesa seria aceito pela Deontologia. Mas matar um maníaco homicida com maquiagem de palhaço, vale?



Existe uma situação hipotética criada pela filósofa Judith Jarvis Thomson onde existe um dilema moral clássico que encaixa perfeitamente com o problema aqui. O chamado "Problema do Bonde" constitui uma situação onde um bonde desce pelos trilhos e, à frente, nos trilhos principais, encontram-se cinco pessoas que não percebem o bonde descendo e não conseguirão sair do caminho a tempo. A única maneira de impedir o acidente é desviando o bonde para outros trilhos. Felizmente, dentro do bonde existe um observador e, ao lado dele, uma alavanca capaz de realizar a mudança dos trilhos, porém, há uma pessoa nesses outros trilhos que está muito perto e também não conseguirá escapar. O observador tem que decidir: Deixar que a inércia cause a morte de cinco pessoas ou sua interferência mate uma. No modelo de Thomson, o observador tem a permissão, não a obrigação, de puxar a alavanca. Ele pode desviar o bonde e salvar cinco mas é aceitável que ele tenha problemas em tal ato e não o faça.

Porém, no modelo de Thomson, todos os envolvidos são moralmente equivalentes. São pessoas que não possuem diferenças no modo de serem tratadas, de agirem e assim por diante. Mas o caso do Coringa é totalmente oposto: ele é o único no trilho alternativo e suas vítimas, são as cinco pessoas em perigo, portanto, seguindo a lógica acima, haveria uma influência a favor da morte do Coringa. Afinal de contas, seria insensato sacrificar cinco inocentes para preservar a vida daquele que vive para matar inocentes! Diferente do exemplo clássico do bonde, Coringa realmente coloca a vida dos outros em perigo. Se estivéssemos inclinados a matar um para salvar cinco, esse sentimento seria alimentado se soubéssemos que os cinco estão em perigo constante por causa daquele que está sozinho. Seria como se o Coringa amarrasse cinco reféns aos trilhos principais e ficasse no trilho alternativo para ver o que Batman faria no papel de observador!



O reconhecimento do papel do Coringa em construir situações também revela um pouco mais sobre a parcela de responsabilidade enfrentada pelo Batman. Quando alguém se aproxima e fala: "Se você não matar o Coringa, as mortes das futuras vítimas estarão em suas mãos", ele pode muito bem retrucar: "As mortes que o Coringa causa são responsabilidade apenas dele. Só sou responsável pelo que eu faço". Pegando o exemplo do observador e o bonde, é a mesma coisa que o observador afirmar: "Não foi eu que fiz o bonde colocar vida de pessoas em perigo, mas eu causaria a morte de uma se eu o desviasse."

Por um certo ângulo, Batman é obrigado a matar o Coringa, com o intuito de salvar inúmeras vidas que no futuro provavelmente ele matará. Provavelmente. Essa é a palavra-chave. Na verdade, não sabemos com certeza que ele matará mais pessoas. Hoje o Coringa pode ter matado alguém, mas amanhã ele pode morrer de causas naturais e, assim, jamais irá matar alguém, ou pode se arrepender dos seus crimes e parar a carreira de assassino. No frigir dos ovos, não podemos provar que ele matará de novo e, logo, não temos certeza que estaremos salvando alguma vida com a morte dele. Para se entender melhor esse fato, alteremos o exemplo do bonde: É como se houvesse um intenso nevoeiro, que obscurecesse a visão dos trilhos centrais, mas pudéssemos ver uma pessoa no trilho alternativo.Não sabemos se há alguém em perigo no trilho principal, a única coisa que sabemos é que às vezes passam pessoas por lá. Imagino que ninguém se sentiria bem em matar alguém para evitar a possibilidade de matar outros.


Certo, o Coringa tem um padrão bem estabelecido, um histórico que o levaria a pena de morte, se não fosse a clássica alegação de insanidade, e pode até afirmar que mataria de novo. Batman tem todas as razões para acreditar. Mesmo assim, é permitido dar um fim nele antes que volte a matar? Foi chamado pelos filósofos de "pré-punição" a prática de punir pessoas antes que elas cometessem crimes. Alguns diriam que, mesmo afirmando que mataria novamente, Coringa poderia mudar de idéia e é por respeito a essa capacidade de pensar que não devemos pré-punir.

No resumo da ópera, chegamos a conclusão que o Batman está certo em não ter matado o Coringa durante todos esses anos, certo? Não, nada certo. A morte do Coringa no início de tudo teria evitado uma série de tragédias para Gotham e para a vida de Bruce Wayne. O assassinato do Palhaço teria preservado centenas de vidas e não teria lotado tantos cemitérios. Esse é um dos casos onde é melhor a punição do que a esperança na reabilitação. Porém, graças aos quadrinhos, podemos discutir e ter experiências como esta sem necessitar vivenciá-las. Deus me livre de um Coringa e um Batman reais. O mundo já está muito insano do jeito que está, obrigado.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saiu o trailer de Thor!






Após a comic-con, em San Diego, Califórnia, uma boa alma se deu o trabalho de siponibilizar o trailer. O grande problema é que a Marvel tá tirando a torto e a direito todos os links que encontra.

Achei, por acaso, um bom bem aqui:

http://thefilmstage.com/2010/07/29/thor-trailer/?utm_source=wordtwit&utm_medium=social&utm_campaign=wordtwit

Corram, antes que a Marvel tire esse também.

O que eu achei? Olha, bem, pensando....FICOU FOOOOOOOODA DEMAIS!

Nunca imaginei que o velho Kennet conseguiria fazer um universo Thor SEM ELEMENTOS VIKINGS MUITO CLAROS se tornar tão fodão, tão expansivo.

Só que, como grnade fã de rock, senti falta da música "God of Thunder", do Kiss. Acho que ela geraria uma associação tão boa quanto "Iron Man" do Black Sabbath gerou em Homem de Ferro.

Segue um vídeo da música, percebam como ela casaria perfeitamente no trailer:



Fodástico né?

Fonte: melhoresdomundo.net

(ATUALIZAÇÃO: Retiraram o vídeo. Quem viu, viu)

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Motor! Sangue! Metal!


É impressionante o poder que o rock tem.

Sim, estou usando um velho clichê da música atual. Mas acho que esse clichê nunca foi tão bem aplicado como aqui.

A cultura "motoqueira" dos EUA se estende por mais de 50 anos, com seus motores pesados, suas drogas e sua impressionante sequencia de comas alcólicos. Bigodes longos e óculos escuros estão já entranhados na imagem que alguns de nós fazemos do povo estadunidense.

Engraçado que "só" o oceano atlântico separa essa cultura do lugar de oriem de uma bas bandas mais prestigiadas pelos motoqueiros. Tão prestigiada, que escreveu boa parte dos hinos de uma er que foi popularmente chamada como "estrada e whisky".

Mais precisamente no Reino Unido, em 1975, quando o jovem Lemmy Kilmister uniu-se com alguns amigos tão insanos quanto ele (o guitarrista Eddie Clark e o bateirista Lucas Fox) para fundar o Motörhead, fruto de todos os seus devaneios gerados de uma época distante, onde o próprio Kilmister era roadie da lenda Jimmy Hendrix.

Não posso me estender pela intensa lista de integrantes que a banda já teve. Motörhead é uma daquelas bandas que sobrevive apenas com um homem, e esse homem é Lemmy. Esto useguro em afirmar que a banda nucna teve uma "formação original". É melhor imagina-la ocmo uma orquestra para Lemmy derramar toda a sua virilidade forçada em uma platéia louca por sangue e gasolina.

Aliás, sobre a virilidade, não podemos afirmar que ela está na lista de trejeitos da banda.É o Motörhead que está na lista de trejeitos da virilidade. Hoje em dia, filmes sobre vikings, lutas de WWE (principalmente as do lendário Triple H) entre outros "programas de homem" tem ocmo trilha sonora Lemmy e sua trupe. Parece que o baixo eloquente, os riffs rápidos e o vocal que lembra muito mais um motor do que algo musical já fazem parte do inconsciente masculino.

Você pode não gostar de Motorhead, mas o seu lado bruto muito provavelmente coleciona todos os discos.

E, se essa banda atravasse o atlântico para encantar gerações de motoqueiros, por que não pode descer mais um pouco, para nos encantar? Em um país onde crianças que se vestem de multi-cor são lendas, o velho Lemmy é mais do que nescessário.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Edukators



"Ideologia! Quero uma pra Viver" - Disse o poeta uma vez.


É fato que hoje em dia poucos pessoas vivem uma ideologia, seja ela qual for, afinal vivemos uma vida confortavel e não temos mais pelo que lutar, não é? Aparentemente tudo já foi feito.
O filme "The Edukators"(Die fetten jahre sind vorbei-2004) dicute justamente esse tema e indaga qual o papel do jovem no mundo atual, porque não vemos mais grandes movimentos estudantis ou mesmo porque estamos tão acomodados com essa realidade.
Em certo ponto do filme um dos personagens diz que "antigamente era só ter o cabelo grande e usar drogas que o sistema estava automaticamente contra você. Hoje camisetas do Che Guevara e adesivos com o simbolos de anarquia são vendidos em Shopings" e este é apenas um dos excelentes diálogos presentes nesse longa. Um filme que com toda certeza vai te fazer pensar sobre o mundo a sua volta e perceber que, no fim das contas, nem tudo foi feito ainda.

A trama gira em torno de dois jovens ativistas, Jan e Peter, que durante o dia saem as ruas para protestar contra a injustiça do sistema capitalista de produção e a burguesia que o alimenta, mas durante a madrugada invadem mansões com o intuito de revirar a mobília e deixar mensagens de protesto, sem roubar nada, apenas deixando a marca dos "Educadores".

Conforme a trama se desenrola a namorada de Peter, Jule, se envolve no esquema, mas acaba esquecendo seu celular em uma das mansões e ao invadir a casa novamente para recuperar o telefone, o empresário dono da casa os surpreende, sendo sequestrado pelo trio.
A partir daí, o filme se passa quase que interamente em uma casa isolada onde discutem sobre seus ideais e sentimentos, sendo que o rico empresário Hardenberg se mostra um ex-revolucionário e confronta os garotos com um futuro conformista em que a utopia desaparece dos pensamentos.

Além de interpretações excelentes, o filme conta ainda com a precisa direção de Hans Weingartner, que não deixa a peteca cair nem mesmo quando o assunto do filme é desviado para um triângulo amoroso entre os protagonistas, sem falar na trilha sonora muito bem escolhida.

Filmes que incitam um debate filosófico como "The Edukators" estão em extinção e por isso vale a pena garimpar um pouco por aí para encontrar esta pérola do cinema alemão e refletir um pouco sobre o que você está fazendo para mudar o mundo (que precisa urgente de mudanças), o que não é dificil, afinal: "Todo coração é uma célula revolucionária!", não é?

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um dia sem mexicanos!




Dados estatísticos comprovam que um terço da população ativa da Califórinia é formada por latinos- mexicanos, hondurenhos, cubanos e imigrantes da América Central como um todo- e descendentes de latinos e também é conhecida a dura repressão que as autoridades norte-americanas impõem aos imigrantes ilegais.
O filme "Um dia sem mexicanos" ("A day whitout a Mexican" -2004) começa mostrando o cotidiano de algumas pessoas da Califórnia, desde uma reporter latina até um senador racista, passando por um ativista xenófobo e pró-deportação, entre outros personagens com visões bem diferentes sobre a imigração de latinos nos EUA, quando de uma hora para outra todos os latinos desaparecem de lá.

O súbito desaparecimento de milhares de pessoas não só assusta todos os californianos como também transforma o Estado em uma anarquia, porque os habitantes finalmente percebem que a "invasão" latina é benefica para os dois lados.

A partir do acontecimento acima o diretor Sérgio Arau mostra com um humor fino todas as consequências da realização deste "sonho" californiano (e norte-americano, por tabela) e é neste ponto que o filme deixa de ser somente uma ficção sobre o fato e passa a ser uma dura critica ao preconceito e a exploração, mostrando a quem quiser que os latinos fazem muito mais que simplesmente "roubar" a assitência social do Estado.
No decorrer do filme, o colapso social é evidente e Arau ainda encaixa uma "cobertura jornalistica" do fato (deixando o filme com cara de documentário) que demonstra por a mais b que mesmo que os latinos custem milhões aos cofres públicos, eles produzem bilhões com sua mão-de-obra barata.

Óbvio que o tema é muito espinhoso para ser tratado em um longa com tons de comédia, mas é bem interessante notar como o diretor é capaz de nos arrancar gargalhadas em determinadas cenas e fazer-nos refletir sobre geo-politica e preconceito em outras.

Existem defeitos no filme, como um exagero de tramas paralelas, envolvendo desde casos extraconjugais até uma família e sua filha adotiva, mas nada que se sobreponha a trama principal do longa, deixando ainda uma critica velada as conhecidas novelas mexicanas com suas milhares de sub-tramas e uma enrolação que só os espectadores do SBT consegeum engolir.

Enfim, "Um dia sem Mexicanos" tem o mérito de tornar engraçado uma situação que não deveria ter graça nenhuma e consegue isso contando apenas com um bom trabalho de direção que não desrespeita ninguém, mas cobra respeito de muitos.

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domingo, 4 de julho de 2010

Play Station 3 ou Xbox 360, eis a questão.







Ah, como era mais fácil alguns anos atrás... onde o topo do mercado era dominado apenas pela Sony, e as alternativas eram um PSone ou um PSone, e assim continuou com a geração do PlayStation 2. Porém o domínio acabou, a Microsoft com méritos conquistou parte do mercado da Sony. E na atualidade, uma das maiores dúvidas de um jovem nerd sedento por video games é: "Compro um PS3 ou um 360?". Na verdade esse post não terá objetivo de dar uma resposta definitiva, e sim mostrar que existem pontos positivos e negativos em cada plataforma, e depende do perfil do jogador para assim, escolher qual se encaixa mais. Vamos lá!

Hardware

- Vamos primeiro ao físico de cada console. Na teoria, o hardware do PS3 é bem superior ao do Xbox 360, apesar de funcionarem de maneiras diferentes(cada um com um foco na exibição de seus gráficos). Mas na prática, visto que a maioria dos jogos são multiplataforma(tem versões para ambos consoles), isso acaba se nivelando. A exceção são os jogos exclusivos para a plataforma da Sony, que exibem gráficos bem superiores ao concorrente da Microsoft.

- Uma das grandes preocupações de cada usuário, são os bugs que ficaram famosos pelo seus hardwares. Mais precisamente, as famosas "3 luzes vermelhas da morte", que no Xbox 360, quando acendem, o console deixa completamente de funcionar. Porém, tais bugs, como o super aquecimento do PS3, pertenceram às primeiras unidades fabricadas, e raramente acontecem com os novos consoles fabricados hoje.

Controles

- Nesse quesito a Microsoft larga bem na frente, os controles do Xbox são anatomicamente muito melhores, e garantem muito mais precisão nos games. Não que os do PS3 sejam ruins, porém a leveza dos seus analógicos podem irritar muito quando se precisa de um movimento preciso. Porém um ponto vai para o controle da Sony, que é carregado por bateria de lítio, e não pelas pilhas do 360.

Mídias

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Agora vem o fatality da Sony, enquanto o Xbox insiste em utilizar os limitados DVDs, o PS3 vem com suporte para Blu-rays. Para se ter uma comparação, um DVD chega a 8GB, e um Blu-ray a 50GB(sendo que estão chegando ao mercado Blu-rays com mais de 100GB!). Na geração passada, com o PS2, muito se falava na pouca qualidade em ler DVDs de filme no console, porém, isso muda no PS3, que inclusive é considerado um dos melhores e mais adaptados players de blu-ray no mercado. A Sony leva muita vantagem nesse quesito porque a maioria das pessoas não tem players de blu-ray em casa, e comprar um 2 em 1(console e player de blu-ray) é muito atrativo!

Jogos

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Agora vem o que realmente interessa, os jogos! Com a disputa entre Sony e Microsoft, também vieram os jogos exclusivos! Que apenas existem para certa plataforma. Mas antes de falar deles, é bom destacar a incrível plataforma de desenvolvimento que a Microsoft criou para seu console, conhecida como XNA, ela permite um desenvolvimento muito mais facilitado que a plataforma Sony. Em consquência disso, 90% dos games multiplataforma são desenvolvidos via XNA e convertidos depois para PS3, o que pode ocasionar uma perda de desempenho em certos jogos(Mais visto em jogos menores, já as grandes produtoras geralmente dão atenção maior nessa conversão).


- Quando o PS3 surgiu em 2006, o maior argumento para não compra-lo era que não haviam jogos desenvolvidos para ele. O motivo disso era que a plataforma era muito mais potente que a concorrente(360), e muitas empresas não souberam como usar isso. Em consequencia das boas vendas do Xbox 360, a Sony se viu perdendo a maioria dos seus exclusivos(GTA e Final Fantasy foram as perdas mais doloridas) que se tornaram multiplataforma. Em 2007, o cenário estava muito melhor para o Xbox, que contavam com muitos exclusivos e quase todos os jogos famosos de PS.


Por isso, vale destacar a competência da Sony em ressuscitar uma plataforma que foi declarada morta por muitos, os investimentos foram enormes, que acarretaram até em um ano negativo para a empresa. Sem jogos exclusivos, a empresa teve que cria-los, dai surgiram os excelentes LittleBigPlanet, MAG, Heavy Rain, Infamous, entre outros. Os jogos exclusivos para PS3 começaram a ter um padrão, a "excelência", que foi ainda pontuada com os espetaculares Uncharted 2 e o quebra quarteirões God of War III.

Enquanto isso a Microsoft continuou com mais títulos exclusivos, mas acabou comendo poeira pela qualidade de certos jogos para o console da Sony. Um dos grandes problemas da Microsoft hoje, é a falta de surgimento de jogos "inovadores", já que a empresa tem investido muito mais em sequência para seus sucessos, e acaba vendo jogos como LittleBigPlanet e Heavy Rain revolucionarem a jogabilidade, e God of War III com seus gráficos que chegam a ser assustadores.

- Mas afinal, quem ganha? A resposta é nenhuma das duas. Isso vai da escolha do jogador, sobre quais jogos se encaixam mais em ser perfil, com o Xbox vem os excelentes Halo, Fables e Mass Efect, já com a Sony vieram Uncharted 2(considerado melhor game de 2009), Killzone, Gran Turismo 5, entre outros já citados.


Kinect ou PlayStation Move?


Honestamente, não acho que nenhuma das duas tecnologias podem influenciar na sua escolha, pois ainda não foram lançadas, e até então, não foram demonstrados jogos que realmente empolguem. Mas se me permitem dar uma opinião, existe muita expectativa em torno do Kinect, porém críticos de mercado, assim como eu, consideram ele um produto fadado a falha. Porque? Primeiro que o nível de interatividade é bom, mas é enjoativo, a falta de um controle realmente faz falta. Segundo que os jogos apresentados aqui são ridículos, como defender pênaltis e praticar Yoga, só pensar em quanto tempo você enjoaria de ficar chutando uma bola invisível na sua sala, a não ser que você goste de dançar. A melhor definição para o Kinect é "Muita tecnologia, pouca diversão". Já o PSmove é uma grande cópia evoluída do Wii, evoluída porque? Apesar de ser engraçado(eu acho até feio) aquela bola gigante que muda de cor no topo do controle, aquilo tem um motivo para ser. Diferente do Wii, o PS3 captará o ponto luminoso do PSmove(entre outros pontos de captação), essa é exatamente a mesma tecnologia de captação de movimentos de Avatar, empolgante, não? Só faltam ver quais jogos sairão para a plataforma.

Conslusão

Não há ganhador, e sim pontos em cada um. Tentei fazer a análise o mais fria o possível, agora falta você escolher qual lado seguir! Dos Sonystas ou Caixistas! ;D

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sábado, 19 de junho de 2010

Toy Story: Amigo Estou Aqui


Eu adoro ir ao cinema. Amo toda a experiência do telespectador se envolver com o filme, torcer pelo herói e odiar o vilão, ver emoções complexas serem transmitidas atráves de um simples ângulo de câmera, de uma expressão no rosto do personagem ou de uma nota musical. Não é a toa que vou quase todo fim-de-semana pegar um cineminha e, com o tempo, isso foi entrando na minha rotina. Semana após semana, eu presencio filmes empolgantes, alguns recheados de ação e outros cheios de diálogos inteligentes, mas era raro que um filme me marcasse. Entretanto, nessa última semana, eu tive a oportunidade de "sofrer" uma emoção dentro da sala de cinema inédita para mim, que me fez relembrar porque eu sou tão apaixonado por essa arte. Essa experiência ocorreu quando fui assistir "
Toy Story 3".

Como muitos devem saber, "
Toy Story" foi feito em 1995 e é considerado um dos primeiros longa-metragens feito completamente em animação digital. O filme virou um fenômeno, deixando todos loucos para ter um Buzz Lightyear na prateleira ou um Caubói Woody na cabeceira da cama. Crianças do mundo inteiro se encantaram com esse universo. Na epóca, era comum ver garotos e garotas sentados na sala de estar das suas casas revendo a fita cassete pela vigésima quinta vez enquanto brincavam no tapete com seus bonecos do Cabeça-de-Batata.


Após "
Toy Story 2" em 1999, abordando o medo do esquecimento que assombra os brinquedos, a Pixar chegou em 2009 anunciando o terceiro capítulo dessa saga que iria abordar, pasmem, a ida de Andy, o dono dos brinquedos, a faculdade e as consequências disso para Buzz Lightyear e Cia. Sinceramente, eu não estava com muita expectativa. O desconhecido Lee Unkrich, co-diretor de "Procurando Nemo", iria assumir a direção e John Lasseter, renomano diretor dos dois primeiros "Toy Story", iria ficar apenas no roteiro junto com Michael Artnd("Pequena Miss Sunshine"). A vontade de ver era tão pouca que, quando cheguei ao caixa do cinema, dei preferência para Kick-Ass mas acabei pegando a sessão de "Toy Story 3" como substituição. Apesar de acidental, escolher um filme para criança e recusar mais um filme de ação foi uma das coisas mais acertadas que eu já fiz.

Quinze anos se passaram desde o primeiro filme e as crianças que viram "
Toy Story" naquela epóca hoje se tornaram universitários e pais de família. Foi particularmente estranho estar presente numa sessão de um filme infantil e constatar que só havia seis crianças entre as sessenta pessoas presentes.As luzes se apagaram e a expectativa do reencontro começou a tomar conta do meu organismo. Os trailers simplesmente passaram, sem que eu prestasse atenção.O filme finalmente começa e é inevitável um sorriso surgir ao ver e ouvir as vozes de velhos amigos como Buzz e Woody na telona mais uma vez. Logo nos minutos iniciais, começa a tocar a tipíca música-tema, "Amigo Estou Aqui", acompanhado por uma sequência de cenas que mostra a infância do Andy atráves de fragmentos de vídeos caseiros. Nessa hora, é impossível evitar a viagem até os tempos de moleque.A emoção bate na goela.

No desenrolar da trama, observamos um filme mais triste que o normal. Os pesadelos que rondavam a turma de brinquedos em "
Toy Story 2" começam a acontecer de verdade. Durante as quase duas horas de filme, eles são esquecidos, doados, mal-tratados e até mesmo jogados fora. Mas isso não quer dizer que não tenha momentos engraçadissimos, como o Buzz Lightyear resetado tomando conta da prisão e o boneco Ben dando recaídas aqui e ali.


Apesar do roteiro ter um aspecto de comida requentada certas vezes, é inegável a qualidade do filme. Após irem parar por acidente na creche Sunnyside, Buzz e Cia. são subjugados pelo urso de pelúcia Lotso e seus comparsas, que os aprisionam, até que Woody cria um plano para resgatá-los. Essa é a basicamente a história do filme. Mas o que chama destaque aqui é o jeito que a história é contada. A referência ao comunismo na hierarquia de brinquedos na creche Sunnyside, o jeito que os corredores da creche mudam de alegres para aterrorizantes com uma mera mudança de ângulo e a utilização de um bebê de brinquedo como brutamontes são algumas das idéias geniais.

Entretanto, a confusão na creche acaba indo mais longe do que se pensava e eles acabam indo parar no Lixão, rendendo uma das cenas mais avassaladoras da película. Próximo do fim do filme e após fazerem de um tudo para poderem sobreviver, a família de brinquedos do Andy acabam indo parar no Aterro Municipal, numa esteira que leva até um forno. Quando a vaqueira Jessie vira para Buzz e pergunta "E agora?", ele apenas segura sua mão. Ao perceber que todos aqueles esforços foram uma tentativa inútil de fugir de um fim inevitável, em vez de tentarem armar mais um plano de fuga, eles apenas seguram as mãos um dos outros e fecham os olhos. Nessa altura, eu já estava a beira de um infarto. Tudo isso apenas para surgir, de repente, uma solução salvadora e brotar um sorriso aliviado no rosto do telespectador.

A melhor parte do filme fica nos últimos trinta minutos. A despedida final dos personagens para com o público é de emocionar até o mais frio dos assassinos. Ver Andy descrevendo os bonecos um por um foi como se nós falassemos atráves dele. Tudo ali, a última brincadeira, o Woody soltando um sonoro"Adeus, parceiro", praticamente tudo me deixava mais encolhido na cadeira com ar choroso. Cada minuto que se passava era um lamento pois era um minuto mais próximo do fim. Entenda, eu sou um jovem moderno padrão, me empolgo fácil e me emociono raramente como todo adolescente, mas ao ver aquelas figuras que me acompanharam desde que me dou por gente tendo um desfecho, encontrando um fim digno, foi uma mistura de emoções extremamente poderosa. Foi como dar o último adeus ao teu melhor amigo, um fim doloroso e delicioso ao mesmo tempo. Quando acabou o filme, eu observei as crianças correndo entre as cadeiras e suspirei, com uma mistura de saudade e inveja daqueles que desfrutam essa coisa maravilhosa que é a infância.


Exatamente por essas experiências únicas que eu comecei adorar o cinema e parabenizo a Pixar por ter dado a mim e a milhões de outras pessoas a oportunidade de acompanhar a jornada desses meros brinquedos que carregaram nas costas os nossos corações durante esses quinze anos.

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