quarta-feira, 23 de abril de 2008

O ápice que a televisão atual pode chegar

Fiquei muito tempo refletindo sobre qual titulo daria a essa matéria, no final, cheguei a uma conclusão óbvia.

Estamos em uma era de ouro das series, não é exagero comparar o estrondo da televisão atual com o estrondo provocado nas décadas de 60 a 80 (época em que foram exibidas series como "A família Addans","A feiticeira" e "Os monstros").

Mas, mesmo com tantas series boas de ação (Lost e heroes), comedia (Two and a half men, The big bang theory e My name is Earl) e, principalmente, de investigação policial (CSI é a superior nesse gênero), ainda haviam mutas series sem noção, que só faziam emporcalhar o horario nobre (e não nobre tambem).

Outro tema de serie se tornou bem popular "do nada", o gênero medico, que foi, merecidamente, comandado pela serie "ER" por muito tempo. A mesma "ER" se tornou cansativa com o tempo, e as outras series medicas foram sumindo, mas, em 16 de novembro de 2004, uma serie viria para mudar tudo.

Seu nome era "House" .



No inicio, a serie não cativou muito o publico, tinha uma edição de arte sombria demais, e personagens muito sombrios e questões muito complexas, como ética, vida e, claro, morte.

O mais surpreendente, é que diferente da maioria das series, ela era biográfica, contava a vida profissional e pessoal de um homem, o Dr. Gregory House, usando os coadjuvantes de maneira bem rápida, nunca um personagem tinha ganho tanto destaque biográfico em uma serie, talvez isso foi um dos motivos da serie ir para as alavancas.

Apenas um dos motivos, pois o outro era bem óbvio, com o fim da famigerada (e não tão boa assim) serie Friends (que ocorreu no mesmo ano de lançamento de House), o publico televisivo começou a se acostumar a curtir mais "inteligência" na TV, ou seja, comédia não era o único gênero lucrativo, e foi aí que series muito populares como Heroes e Lost encontraram terreno para estrear, e, com o tempo, o publico foi aceitando a serie House.


Claro, a serie teve que evoluir um pouco, se adaptar ao publico, a arte final sombria e carregada sumiu logo no meio da primeira temporada, e, com o tempo, a ironia e a semelhança sutil mas perceptível do protagonista com Sherlock Holmes foram ganhando mais destaque, mesmo com essas mudanças, a serie sempre manteve o nível de qualidade altíssimo.

Hugh Laurie prova ser um gênio nessa serie, existem episódios que seriam desastrosos se não fosse pela presença dele, se me perguntassem quem deveria fazer o Coringa nos cinemas (ou o Namor, ou o Questão...) eu com certeza apontaria ele.

Os outros veteranos, Lisa Edelstein e Robert Sean Leonard mantêm o ritmo, e os "novos" Omar Epps (esse com atuação quase igual da de Laurie), Jesse Spencer e Jennifer Morison cumprem muito bem o seu papel.

A serie tem um bocado de prêmios, incluindo o Globo de Ouro de melhor ator para Hugh Laurie, o Globo de Ouro de melhor serie de drama e o Emmy de melhor guarda-roupa (!!!).

House não é uma serie sobre medicina, e muito menos uma serie sobre vida pessoal, House é sobre humanidade, e todos os seus problemas, por isso ela é tão genial.



POR CAP.BRASIL RADIOATIVO

COLABORAÇÃO INFORMATIVA DE INCONFORMADO RADIOATIVO

2 comentários:

F.Parker disse...

boa matéria

Anônimo disse...

parabens!
muito boa a matéria,realmente concordo com sua opinião,house não aborda apenas medicina,mas sim fala sobre ética e sobre o comportamento humano.

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