domingo, 28 de junho de 2009

O que há de bom nos Reality Shows na TV brasileira

Já faz algum tempo que os Reality Shows dominaram o mundo do entretenimento televisivo. Reality Shows não são novidade e seu domínio não é de hoje, mas em tempos em que a Record estreou "A Fazenda" nada melhor que mostar o que tem de bom em Reality Shows na TV.

Vamos falar de programas que tenham versão nacional e exibidos em TV aberta:

Super Nany - SBT - Sabado as 20:00



A grande atração deste Reality é a vergonha alheia. Ver pais descontrolados, com crianças ainda mais descontroladas e destruidoras, passando pelos piores perrengues que se pode imaginar pode parecer chato, mas é engraçadíssimo. Sempre existem as pessoas que não gostam, mas não há como negar que Cris Poli tem talento quando o assunto é educar, não se pode dizer o mesmo sobre atuar (as caras que ela faz durante o programa são impagáveis).
Enfim, o programa não tem muito a oferecer, não dá pra tirar muitas lições, mas só de ver que pessoas tem coragem para expor seus filhos daquela maneira, o programa se torna interessante.

Troca de Famílias - Record - Terças e Quintas as 23:15




O slogan do programa promete responder a velha pergunta : "A grama do vizinho é sempre mais verde?". Não podemos dizer que a questão é resolvida, mas colocar uma pessoas em uma situação totalmente fora de seu padrão de vida, somente com o objetivo de mostrar que não é possível se adaptar a um estilo de vida que não é seu, é algo divertido de assitir. A produção do programa ainda é capaz de escolhar os tipos mais bizarros (no bom sentido) pra fazer o programa, logo colocar uma caipira no meio da cidade ou uma católica fervorosa no meio de uma família de adoradores do demônio é o mínimo que você vai conseguir ver.

Astros - SBT - Quarta-Feira as 20:00



O programa é praticamente um "Bizarre Show" brasileiro, os produtores do programa se esforçam ao máximo pra selecionar apenas uma apresentação de música a cada 10 apresentações. As outras 9? Puramente pessoas pouco instruidas que um dia acharam que podiam cantar e acabam "pagando mico" para o bel-prazer dos apresentadores e do público.
Algumas apresentações beiram o escatológico. Quem assite ao programa não procura música, procura um circo trash! Encontrado facilmente

E-24 - Band - Terças as 22:15


Há quem goste se séries que tratam de hospitais e a vida dentro de um (como ER, por exemplo) e há quem goste de documentários sobre acidentes e situções estranhas que podem acontecer com qualquer um. O auto-intitulado "docu-reality" E-24 é exatamente a mistura disso, mostra atendimentos de emergência por equipes médicas e paramédicas. A desgraça alheia não é a única coisa que pode ser encontrada neste programa, também é possível ver sangue (muito sangue) e nojeiras em geral que agradam alguns tipos de telespectadores.

Jogo Duro - Globo - Domingos as 23:00



Dá pra definir o programa como uma versão de hardcore de "Topa tudo por dinheiro". Os participantes devem conseguir a grana superando provas que nos deixam aflitos e/ou enojados. Fórmula simples e direta. Diversão garantida.


Infelizmente(?) o Big Brother não está em exibição nesta época do ano, mas podemos nos contantar com sua versão "pé-de-barro" com "A Fazenda" na Record.


Enfim, dá pra perceber que o sucesso de um Reality Show depende do nível de vergonha alheia que ele proporciona. Caso queira se arriscar, repare que nenhum dos horários de exibição é simultâneo, logo dá pra acompanhar todos eles e se divertir a beça com pessoas desconhecidas em situações inusitadas que irão lhe causar sensações muito comuns e fazer dar boas risadas (ou não).

Post levemente inspirado neste aqui do El Bigodon Mardiiito.

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sábado, 27 de junho de 2009

Homenagem de Mauricio de Sousa a Michael Jackson

Desde que você não viva no mundo da lua, sabe que Michael Jackson, o "Rei do Pop", faleceu na última quinta-feira (25). Não posso falar muito sobre o acontecimento, já que apesar de saber da importância que o cantor tinha para o mundo da música e de conhecer sua trajetória, não era fã de seu trabalho, por isso deixo homenagens e comentários para verdadeiros fãs que tem mais autoridade na assunto.

Porém, como o postagem abaixo fala de Mauricio de Sousa, nada melhor que anunciar que o quadrinhista esta preparando uma homenagem ao cantor, os artistas de seu estúdio já estão trabalahndo na história que será publicada na Internet e na edição de setembro da revista da Mônica.

A notícia é dada pelo Jovem Nerd e seguem algumas imagens abaixo:






A história é escrita por Paulo Back e é intitulada "À espera de um astro" protagonizada pelo Penadinho. Mais imagens podem ser conferidas aqui.

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Mauricio de Sousa Parte 1 - Inspiração Paterna




Antes de sabermos como foi o nascimento e a infância de Mauricio de Sousa devemos saber que seu pai era um artista, além de trabalhar em uma barbearia, Antônio Mauricio de Sousa também era escritor, poeta, pintor e trabalhou como radialista nos anos dourados do rádio no Brasil, enfim, só era barbeiro porque sua mãe insistia que ele tivesse "uma profissão de verdade" e pagou para que Antônio aprendesse a cortar cabelos, além de montar um salão para o filho.
A mãe de Mauricio, Petronilha Araújo de Sousa era poetisa e foi graças a seus pais que Mauricio aprendeu a ser artista.

Mauricio nasceu em 27 de Outubro de 1935, em Santa Isabel, no interior de São Paulo. No fim dos anos 30 sua família se mudou para Mogi das Cruzes, onde sua vó Benedita morava e foi com a "Vó Dita" (inspiração para criação da Vó Dita das histórias do Chico Bento) que ele aprendeu a contar histórias, antes mesmo de saber ler, Mauricio adorava as histórias de sua vó. Ele aprendeu a ler aos seis anos de idade e desde então não parou mais.
Mesmo ainda lendo mal, Mauricio procurava histórias e cartas em todos os lugares e foi aí que encontrou nas coisas de seu pai alguns contos eróticos que este publicava, obviamente não entendeu nada do que ali estava escrito, mas seu interesse pela leitura só aumentava.

Na década de 40, Mauricio ainda era pequeno mas já "trabalhava" fazendo alguns bicos para seu pai e foi ai que Mauricio conheceu a música. Além de trabalhar em rádios seu pai sempre se reunia com amigos seresteiros em uma casa funerária perto de sua casa para cantar durante a noite, Mauricio aprendeu a tocar com seu pai e, de acordo com o própio Mauricio, foi devido a esses encontros que ele perdeu o medo de assombrações e cemitérios, o que o levaria muitos anos depois a criar a Turma do Penadinho.




Mesmo com as escolas da época dizendo que os "gibis" eram más influências para crianças, Antônio sempre presenteava o pequeno Mauricio com as publicações de Roberto Marinho como o "Globo Juvenil", por exemplo, além da resvita "O Tico-Tico" e foi nos quadrinhos e balões daquelas publicações que Mauricio enxergava seu futuro, seus heróis de papel o divertiam e influenciavam, foi nesta época que ele conheceu o trabalho de Will Eisner com O "Spirit" (ou "O Espírito"), a quem Mauricio atribui até hoje seus ensinamentos nas HQs.

Mauricio começou a desenhar, fazia caricaturas de professores e as vezes ilustrava os contos de seu pai (não os pornograficos, obviamente), até que começou a desenhar para o jornal "Mogi Esporitvo" onde fazia caricaturas de jogadores e desenhava os símbolos e brasões dos times. Quando Antônio viu que seu filho podia ganhar a vida com os desenhos, logo lhe passou lições importantes, não só de desenho e pintura, mas de negócios, mostrando a seu filho que ele deveria saber cobrar pelos seus serviços.

Mauricio criou seu primeiro personagem no fim dos anos 40, "O Capitão Picolé" surgiu em um "cineminha" que o própio Mauricio improvisou nos fundos de sua casa para entreter as crianças menores. Foi as 19 anos que ele se mudou para São Paulo, onde ajudou seu pai na Rádio Cruzeiro do Sul, uma das mais importantes da época, ao mesmo tempo e que batia na porta de diversos jornais com seus desenhos procurando uma forma de trabalhar como desenhista profissional.

Seus desenhos foram rejeitados na maioria dos jornais em que ele se arriscava, até que em 1954 ele mostrou seus desenhos na redação do jornal "Folha da Manhã", onde também foi rejeitado como desenhista mas obteve a oportunidade de trabalhar como repórter investigativo. Conseguiu uma roupa inspirada em Dick Tracy e comaçou a fazer plantões junto a polícia, o diferencial era que suas reportagens eram feitas em forma de quadrinhos e foi graças a boa aceitação deste tipo de matéria que ele receberia a oportunidade de publicar algumas histórias no suplemento juvenil do Jornal.

Veremos como foi a criação de seus personagens e as mudanças que ele causou no mercado editorial na Parte 2, além de muitas outras curiosodades.


Mauricio caracterizado para o trabalho

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sonic - 18 anos





O ouriço azul, mascote da SEGA e maior corredor dos games completou 18 anos de vida. Seu primeiro jogo foi lançado no dia 23 de Junho de 1991, para a plataforma Mega Drive em uma época que ele ainda era exclusivo dos consoles da SEGA.

Foi apenas por vaolta de 2002, após a declaração de que a SEGA não fabricaria mais consoles e se dedicaria apenas ao games, que Sonic ganhou outros consoles e muitos outros fãs.

É visivel que durante todos esses anos, nosso amigo azul mudou bastante e com inúmeros jogos adquiriu uma galeria invejável de coadjuvantes, vilões, anti-heróis, amigos e um mundo gigantesco que já foi explorado ao menos uma vez por todo gamer que se preze.

Abaixo um vídeo-tributo mais que merecido:



Os últimos jogos do qual Sonic Participou foram o "Sonic Unleashed" e o "Mario and Sonic at the Olympic Games"



Parabéns Sonic e obrigado pelos bons momentos de diversão que nos foram proporcionados durante todos esses anos!

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Besouro: Capoeira no Cinema




Estréia no dia 30 de Outubro nos cinemas o filme "Besouro" contando a história "real" do capoerista Manuel Henrique (1897-1924) conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro. O filme tem direção de João Daniel Tikhomiroffe e conta com as coreografias de Ku Huen Chiu, responsável pelas cenas de luta do filme "O Tigre e o Dragão".

Veja o trailer abaixo e a notícia original aqui.




O filme não pode ser considerado como baseado em fatos reais, pois a vida de Besouro sempre foi envolta em mistérios, para entender melhor, vamos a uma curta aula de história.

Manuel Henrique nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia por volta de 1897 (não existe certeza) e desde pequeno treinava Capoeira com o Mestre Alípio, bastante conhecido na região. Como nunca apredeu a ler ou escrever, vivia trabalhando para os grandes fazendeiros, sem nunca ter um emprego fixo.
Ficou conhecido em sua área como um Justiceiro que sempre defendia os pobres e os negros "semi-escravos" da região dos inescrupulosos fazendeiros e da corrupta policia local.

Devido a sua fama de Vingador e por ser adepto do Camdoblé, muitas lendas surgiram em torno de Besouro, como a de que ele tinha o corpo fechado e nenhuma faca ou bala podia atravessá-lo, também diziam que ele podia voar e que tinha o poder de "desaparecer no ar". Ficou muito conhecido quando se espalhou o boato de que ele teria sido fuzilado em praça pública e, mesmo assim, continuado vivo.

Não existe certeza da forma como morreu Besouro Mangangá, mas sabe-se que morreu jovem, em 1924 com aproximadamente 27 anos. A história mais aceita de sua morte está no conto abaixo:

"Um dia Besouro foi chamado por seu patrão e instruido a levar uma carta para o proprietário da Usina Maracangalha, como não sabia ler, ele a levou como pedido sem saber que a carta tratava de um plano para matá-lo e acabar com os problemas de rebeldia dos trabalhadores que ele criará. O fazendeiro que recebeu a carta pediu que Besouro aguardasse um dia para que pudesse levar a resposta. Preparou uma faca de tucum (madeira) com a ponta envenenada e apunhalou o Capoeirista pelas costas, durante a manhã quando este foi buscar a resposta."

Esta é apenas uma das grandes histórias e lendas que este Brasil esconde e que merecem as telas do cinema e muito mais, merecem ser conhecidas.

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domingo, 21 de junho de 2009

Eisner Proibidão





Depois do "Caso dez na área", que ocorreu em São Paulo em Maio e que foi discutido aqui no Radioativo, outros casos parecidos vem ocorrendo em todo Brasil.

O Jornal "Correio do Povo" de Porto Alegre anunciou que a Secretária de Educação do Rio Grande do Sul recolheu das escolas três álbuns de Will Eisner. Os livros "Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço", "O Nome do Jogo" e "O Sonhador".

A alegação é de que os três livros contém cenas de sexo e violência e mesmo tendo sido escolhido pelo PNBE e indicado para alunos do ensino médio, a Secretaria estadual afirma que o conteúdo é inadequado para os alunos.

Dizer aqui que a "acusação" é infundada seria óbvio vindo de um fã declarado do grande mestre e revolucionário das Histórias em Quadrinhos, mas o que estamos vendo acontecer por todo o país é uma correria dos governos estaduais em "mostrar serviço", afinal mesmo o Caso do álbum "Dez na área, Um na banheira e Ninguém no Gol" tendo ocorrido em São Paulo, ele repercutiu em todo o país e de repente, as secretárias estaduais de educação, parecem ter começado a se preocupar com os álbums em quadrinhos que estão a disposição em bibliotecas públicas.

A intenção aqui não é dizer que tais orgãos governamentais não fazem seu trabalho da forma que deveriam, pois isto seria exagerar demais e estamos avaliando apenas uma parte do trabalho que é realizado por eles, mas é vísivel o fato de que tais orgãos estão sendo parcialmente hipócritas.

Um aluno de Ensino Médio tem como leitura obrigatória (particularmente recomendada por este que escreve) de livros como "Dom Casmurro" de Machado de Assis e "Primo Basílio" de Eça de Queirós e com estes livros tem contato com histórias que tratam de muitos temas, entre eles o sexo e a violência.



Longe de mim querer comparar grandes obras da literatura nacional com "simples gibis", mas a avaliação do conteúdo dos álbuns de Eisner foi feita inegávelmente de maneira errada ou, no mínimo, parcialmente errada.

Os albúns em questão tratam do cotidiano de pessoas e de histórias que o própio Eisner viu e ouviu (ou mesmo viveu no caso de "O Sonhador") e que são contadas de forma a mostrar o que o ser humano tem de melhor e pior. Nos tempos em que vivemos, os contos de Will Eisner são importantes e devem ser estudados, seja por adolescentes ou adultos.

Por isso acredito no erro do Governo do RS em proibir tais edições no acervo das escolas públicas.

Esta decisão deve ser avaliada melhor daqui pra frente, no intuito de realmente melhorar a educação dos alunos e não de privá-los de obras que não só são revolucionárias e importantes em seu meio, como transcendem tal fato e podem ensinar lições que não se encontram em nenhum livro didático.

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Invasão Secreta - Dominados




Continuamos nossa analíse sobre o maior evento do ano no Universo Marvel.

Primeiramente, devemos lembrar onde paramos na edição 2.
Os dois grupos de Vingadores estão perdidos na Terra Selvagem, acompanhados de versões "antigas" deles mesmos insistindo em dizer que não são Skrulls disfarçados, mas sim os verdadeiros heróis. Ainda na Terra Selvagem, a Mulher-Aranha tenta ludibriar o empenhado Tony Stark, fazendo-o crer que a culpa desta invasão é dele e que ele não passa de um Skrull treinado para se tornar o "líder" dos humanos, tarefa executada com sucesso.

Estes dilemas mostram o quanto Brian M. Bendis e os editores da Marvel planejaram este evento desde que Bendis iniciou seus trabalhos no Universo Marvel. Tudo o que aconteceu no Dia M e durante a Guerra Civil foi feito no intuito de mudar, aos poucos, a personalidade e até fisionomia de certos personagens, os acontecimentos atuais são tão sufocantes para os heróis quanto para o leitor que acompanha o Universo Marvel nos últimos anos.

Em outro ponto do planeta, os Skrulls deixam de lado o planejamento e a sutilidade e atacam um dos maiores centros urbanos do mundo sem cerimônias!
Talvez eles já contassem com a resistência dos Jovens Vinagdores e da Inicitiva (que tinha um Skrull entre seus líderes), tanto que estes não se mostraram tão eficientes quanto deveriam. Um personagem importante é morto neste combate e fará falta no contra-ataque humano, que virá em breve. No meio desta literal invasão alienigena, o desaparecido Nick Fury faz sua entrada dramática, acompanhado de seus "Comandos" e pronto pra enfrentar os verdinhos.

Na arte, depois de duas edições medianas, devemos dizer que Lenil Yu melhorou muito mesmo, com um traço tão bom pra desenhar personagens quanto o cenário. De um desenhista totalmente substituível, ele passa a se mostrar um verdadeiro colaborador com uma diagramação e uma narrativa gráfica digna de nota.

O problema desta edição é mesmo do qual acabam sofrendo todas essas mega-sagas criadas pelas grandes editoras de quadrinhos: A dependência dos famosos "tie-ins".



Quem não acompanha as revistas de linha "Os Novos Vingadores" e "Avante Vingadores", não sabe que a Mulher-Aranha que tenta enganar o Homem-de-Ferro é comprovadamente uma Skrull, a rainha Skrull!
Este mesmo leitor, menos ainda sabe sobre a volta de Fury e não sabe como ou porque ele reuniu seus "Comandos". Infelizmente sagas deste tipo dificilmente conseguem se manter por si só, mas esta em especial, estava obtendo êxito em quebrar certos clichês das mega-sagas. Uma pena!

Acompanhando a história principal temos mais duas pequenas histórias. Um conto com o Fera e o Magnum se reencontrando e tendo de enfrentar alguns monstros da Terra Selvagem, sem objetivo ou próposito, pode interessar quem tem saudades de histórias mais simples e com aventuras descompromissadas.

O segundo conto é sobre os "Agentes da Atlas", personagens que tiveram pouca ou nenhuma história publicada no Brasil. A história é interessante e agrega duas coisas a saga. Aqui ficamos sabendo que a Invasão "física" aconteceu por todo o mundo. Estas invasões somadas ao "poder" que os Skrulls podem ter adquirido durante os anos que planejaram este ataque, mostram que os humanos estão definitivamente sob o poder dos queixos quadrados.

Infelizmente, temos aqui uma bola fora da Panini, que poderia e deveria ter publicado ao menos um resumo para o leitor mais desavisado saber quem são os "Agentes da Atlas".

No fim das contas, a edição está boa e a saga continua com tudo, mesmo com pouca ação. Poderia ser melhor se deixasse a partir daqui de se basear em "tie-ins" e ser mais auto-sulficiente, mas não podemos julgar antes de ver o que os autores estão nos preparando.



Nas bancas:

Invasão Secreta 3 (mini-série em 8 partes, formato americano, 60 páginas, R$ 6,50) - Os Skrulls dominaram a terra, o que podem fazer os humanos para defender seu planeta sem poder confiar em seus maiores heróis? Roteiro de Brian Michael Bendis e arte de Lenil Francis Yu.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vampiros de verdade - Diretamente da Coréia

Já falamos aqui um pouco sobre Chan-wook Park, coreano diretor de Old Boy, filme que compõe a clássica e cult "Trilogia da Vingança", juntamente com "Lady Vingança" e "Mr. Vingança".

A trilogia é excelente, mas somente Old Boy já é sulficiente pra perceber que Park não tem um estilo comum de fazer cinema, seja porque seus personagens são humanos ao extremo ou porque ele trata de temas complexas de forma simples, agonizante e simples.

Seja qual for o motivo, seu estilo é reconhecivel e agora ele vai atacar no filão que está na moda: Vampiros.

Obviamente a "Geração Crepúsculo" pode não gostar muito da maneira como Chan-wook Park vê os vampiros, mas pra quem gosta de vampiros a moda antiga, seu filme é um prato cheio e com certeza tratará os vampiros como eles merecem ser tratados no cinema.

Abaixo um trailer (para maiores de 18):



"Thirst" conta a trajetória de Sang-hoon, um padre que se submete a uma experiência médica e é dado como morto após uma transfusão sanguínea, porém volta a vida como um vampiro.

A Sinopse é curta e simples, mas aplicado o estilo Park, tudo se torna denso e controverso!

Vamos aguadar!

Fonte: Jovem Nerd

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