quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tokusatsu Parte 3 - Henshin Heroes

Na primeira parte deste especial explicamos o que é um Tokusatsu e fizemos um compilado do Gênero "Super Sentai" e na segunda parte, falamos um pouco sobre cada uma das séries do gênero "Metal Heroes".

Desde a criação do Ultraman em 1966 (falaremos deste tokusatsu mais a frente, com mais detalhes) houve uma invasão de séries do tipo na Terra do Sol Nascente e pelas duas primeiras matérias deu pra perceber que a Toei Co. foi responsável pela exploração do tema ao máximo e, por isso, todos os outros Tokusatsus, sejam Sentais ou Metal Hero, não produzidos pela Toei se encaixam no gênero Henshin Hero, que em tradução livre significa "Herói de Transformação".

3.1 Henshin Heroes dos anos 70

Henshin Ninja Arashi - Baseado em um mangá de mesmo nome, criado pelo já conhecido Shotaro Ishinomori (de Kamen Rider e Goranger), lançado em 1972.
Na trama o jovem Hayate trabalha para o clã Chiguruma Tou sem saber que seus mestres pretendem se tornar os mais poderosos ninjas do Japão Feudal, mas quando seu pai é assassinado pelo líder do clã, Majin Sai, Hayate aprende uma antiga técnica de transformação que seu pai havia descoberto e sai em busca de vingança.
Tecnicamente, só difere dos primeiros Metal Heroes da Toei porque o enredo nada tem a ver com guerreiros espaciais.


Ai no Senshi Rainbowman - Este foi o primeiro Tokusatsu da empresa Toho Company, lançado em 1972.
A história gira em torno de Takeshi Yamato, japonês que viajou até o Paquistão e lá encontrou uma Guerra entre o país e a Índia oriental, mas também entrou em contato com o misterioso Divadatta, que lhe ensinou tudo que sabia antes de morrer, deixando assim, Takeshi como seu sucessor, que ganha o nome de "Rainbowman, o guerreiro do amor". Se tiver coragem, confira a abertura clicando aqui.


Choujin Barom 1 - Uma das poucas séries produzidas pela Hirayama, apresenta a história de dois garotos que recebem o poder de um alienígena para se transformarem no defensor da Terra Choujin Barom (algo como Superman Baron). Kentaro Shiratori é o inteligente e Takeshi Kido é o forte, juntos eles são invencíveis, principalemnte porque contam com aparatos tecnológicos avançados e alienígenas.





Kaiketsu Lion Maru e Fu'un Lion Maru - Exibida no Japão em 1973, estas duas séries fazem parte da trilogia (sim, Kaiketsu teve duas temporadas) chamada de "trilogia Lion Maru".
Foi exibida no Brasil pela TV Manchete em 1989, porém este foi um dos maiores erros da emissora, porque ela adquiriu os episódios da segunda temporada (Fu'un) onde o personagem principal era um leão laranja e ganhou no pacote uma parte da primeira temporada(Kaiketsu) onde o Leão era branco e exibiu tudo entrecortado com o nome de "Lion Man" causando muita confusão para os telespectadores.
A história se pasa no Japão Feudal e, como ficou claro, trata de guerreiros que se transformam em leões.


Jinzo Ningen Kikaida - Den Komyoji é um cientista especializado em robótica que fica desolado com a morte de seu filho e aceita a proposta de trabalho do professor Gill, mas ao descobrir que está construindo robôs assassinos para a organização DARK (da qual sua própria esposa é espiã) ele desenvolve o sistema GEMINI que dá sentimentos humanos aos robôs e cria assim Jiro, que tem a missão de combater seus "irmãos" da DARK.
O maior mérito deste tokusatsu é ter se tornado um cult dentro do gênero e, mais tarde, ser a inspiração para "Metalder".

Totsugeki Hyuman e Triple Fighter são séries que se "aproveitaram" do sucesso alcançado por Kamen Rider(também terá uma matéria solo) e seguiram a mesma cartilha, porém sem o mesmo sucesso.


Inazuman - Watari Goro (Saburo Kazeda no mangá) foi abandonado ainda bebê em frente a casa de um peixeiro que o criou como seu filho sem saber que ele era um mutante, até que o jovem entra em contato com Shonen Domei, organização que reúne jovens com super-poderes.
Dentro da organização ele conhece Banba, que se autoproclamaou rei dos mutantes e considera o aparecimento destes um sinal da seleção natural e pretende criar uma nova raça de seres superiores. Watari se transforma em Inazuman para enfrentar Banba e seus seguidores.
A série é de 1972, baseada em um mangá de nosso amigo Shotaro Ishinomori e também ganhou um anime em 2002.


Tetsujin Tiger Seven - Esta foi a tentativa da P. Productions de criar um Tokusatsu ao estilo de Kamen Rider e assim como as outras cópias não alcançou a sucesso do original, mas neste caso fez relativo sucesso no Japão. Veja um clipe!


Robo Keiji K - Mais um Tokusatsu baseado em um mangá de Shotaro Ishinomori, desta vez inspirada no livro "Eu, Robô" de Isacc Asimov, misturando ficção científica com drama policial.
No show, o robô detetive K é o parceiro do policial quase aposentado Chiba Daizo.
Um detalhe importante é que Robo Keiji K foi produzido pela Toei, mas se encaixa entre os Henshin Heroes por não ter relações com nenhum outro filão dos tokusatsus da produtora.


Shiro Jishi Kamen - Este é, com toda certeza, um dos tokusatsus mais bizarros e psicodélicos já produzidos. Simplesmente assista a abertura e comprove você mesmo.

Com os anos de 75/76 absolutamente dominados pelos Sentais da Toei, o espaço para as séries de outras produtoras foi pouco, mas entre os Henshin Heroes dessa época estão: Diamond Eye (1975), Denjin Zaborger (1974) , Seigi no Symbol Condorman (1975), Chojin Bibyuun (1975), Uchuu Tetsujin Kyodain (1976) e um destaque para Akumaizer 3 de 1975, do qual foi retirada a imagem abaixo.





Enban Sensou Ban Kid - Embora muitos acusem este Tokusatsu de ser um plágio dos Super Sentais, tal acusação é injusta, tendo em vista que ele é de 1976 e já contava com a famosa finalização com a bazuca, coisa que os Sentais só veriam com Changeman, quase 10 anos depois.
Ele também é lembrado por sua trama muito semelhante ao anime Cavaleiros do Zodiaco e alguns extremistas até dizem que Masami Kurumada se inspirou neste Tokusatsu para criar seu mangá.


Ainda em 1976, foi lançado Pro-Wrestling Star Aztekaizer que como o próprio nome sugere era muito inspirada nas lutas livres estilo "telecat" (WWE), que estavam em voga na época e merece destaque por misturar cenas em live-action com animações, como pode ser visto nesta cena de batalha.


Até os anos 80 ainda foram lançados outros Tokusatsus, mas poucos merecem algum destaque, sendo os dois mais importantes:

Spiderman - Em meados dos anos 70, a Marvel Comics ainda mantinha estreitas relaçõs com a Toei Co. e também com outras empresas do mercado japonês, tendo licenciado todos os seus personagens para algumas desta empresas.
Foi assim que nasceu em 1978 o Tokusatsu "Spiderman", baseado no mangá publicado pela Shueisha na Shonem Jump e com uma produção que contava com investimentos da Hirayama, da Bandai (que queria faturar com os brinquedos) e da própria Toei.
Primeiramente a intenção era respeitar os roteiros criados por Stan Lee nos quadrinhos norte-americanos, mas a coisa logo desandou e o Homem-Aranha ganhou ares de um verdadeiro Tokusatsu com direito a Robôs gigantes e tudo mais.



Silver Jaguar - Criado em 1979, procurava restaurar a fórmula usada em "Lion Man", mas não alcançou nenhum sucesso e logo foi cancelada.


Com isso damos por encerrada a primeira parte dos Henshin Heroes, ainda essa semana, teremos a continuação desta matéria com os Henshins dos anos 80 até hoje e na próxima quarta prepare-se para o poder do Trash com os Kyodai Heroes. Até lá!

Um agradecimento mais que especial para o Spider-Phoenix, amigo do blog Rangers Online e especialista em Tokusatsus.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sim, eu vi Sherlock Holmes.



Geralmente, filmagens de personagens ou temas muito famosos te deixam, como posso dizer, excitado.

Você se empolga com o personagem,a ponto até de largar a versão original por um tempo, apenas para rever mais vezes a empolgante versão atual, cheia de efeitos e atores consagrados.Infelizmente, Sherlock Holmes não me deu esta sensação.

Apesar do diretor renomado, atores excelentes ,enredo criativo e direção de arte belíssima, Sherlock Holmes peca na falta de direção da história e na densidade mal elaborada dos personagens secundários, como a femme fatale Irene Poter, o fiel escudeiro John Watson e no vilão, o nem tão perverso Conde Blackwood.

A trama, cheia de elementos como sociedades de mágia negra e policias favorecendo o mocinho.A trama é interessante e, na segunda metade, ganha rumos criativos, mas se perde logo na primeira parte do filme, pela chamada confusão proposital errônea.

Um confusão proposital correta,como em Kill Bill, vem combinada com um ritmo lento nas parte cortadas, para deixar o espectador raciocinar. Sherlock Holmes se faz de um edições rápida, com todas as revelações (como uma lista) mostradas no final, na tentativa de mostrar a inteligência do personagem.Tentativa errada, só pra constar.

O personagem John Watson perdeu toda a sua mística para virar um médico mauricinho chato que eventualmente dá porrada em alguém, personagem sem nexo que ganha apatia do público da mesma forma que Sherlock desvenda um caso.

Mas, leitores queridos, não confundam isso com saudosismo, eu sou a favor de mudanças em imagens antigas, tanto que acho o tom moderno o ponto alto do filme.Mas essas mudanças não podem ser misturadas como desrespeito total a obra original,sendo e, algumas citações clássicas fariam bem ao filme, pois o espectador ganharia identificação.Frases como "elementar meu caro Watson" e elementos narrativos como Watson estar narrando a história soariam como alívio para um filme tão rápido.

A segunda metade do filme se mostra um pouco mais lenta, ou seja, flui melhor na cabeça do espectador, além de tornar o monótono vilão Conde Blackwood um pouco mais interessante, assim como os dois personagens secundários.

Fatos obscuros da vida de Sherlock, como sua paixão pela luta (algo muito comum no período vitoriano) e a excelente atuação de Robert Doweney Jr (levemente inspirada no House de Hugh Laurie, que é, na minha opinião, a melhor versão já feita de Sherlock) tornam o personagem um ponto agradável do filme, como uma espécie de válvula de escape, o que não deixa de ser correto, já que é um filme sobre ele.

Então temos um filme que tem tudo pra engrenar, mas não engrena por culpa do ritmo fraco e do total descaso com a personalidade dos personagens secundários.No fim, ele se torna uma diversão despretensiosa e inútil, e como todo o tipo de entretenimento sem nexo, merece nossa reverência.

NOTA: 6,5

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Somos o sistema!


Não, não é mais um post chato xingando a sociedade atual :P

Apenas venho postar que estamos no sistema "Blogblogs", uma espécie de rede sistematica onde podemos no conectar e achar váriso blogs sobre diversos asuntos.

Pra conferir a página do Radioativo no Blogblogs é só clicar aqui.

E aliás, apesar do que diz lá, o Dr.Radioativo não é DONO do Blog, não se iludam Doutoretes, o verdadeiro líder sou eu, o imortal Capitão Brasil ( início de polêmica)!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Será que presta?

Depois do meu amigo Dr.Radioativo fazer uma árdua revisão das grades de programação da TV Brasileira no domingo, eu vou fazer uma revisão das principais redes de televisão pública (ou aberta) brasileiras, pra, no fim, tirarmos uma conclusão, será que presta?

Rede Globo de Televisão (Globo Comunicações e Participações S.A)
Prima pela qualidade técnica invejável (considerada nível internacional) e por ser uma espécie de árvore cheia de raízes, em qualquer lugar você acha alguma filiada da Rede Globo, formando uma teia que torna o jornalismo do Globo mais, expansivo.

Peca principalmente por sua história suja, envolvimento manipulações politicas e esportivas, e pela sua imparcialidade fajuta, pois, ao invez de mostrar seu ponto de vista, ela o faz de maneira mais disfarçada, tentando ser discreta, o que acaba induzindo a população a ela.

Rede Bandeirantes de Televisão (Rádio e Televisão Bandeirantes LTDA)A popular "Band" é a mais tradicional de todas as que estão sendo mostradas aqui.Como o próprio nome já mostra, a Bandeirantes tem muito mais tradição e influencia na região sudeste do país, e leva toda essa influencia para os outros estados, de maneira imparcial.

Mas essa imparcialidade difere daquela da Rede Globo, pois é de maneira escancarada, mostrando ser muito mais uma opinião do que uma manipulação.

Seu carro chefe hoje em dia é o futebol, que sofre com a falta de qualidade técnica dos seus comentaristas (como o já lendário Neto).

Rede Record (Rádio e Televisão Record S/A)Antes do magnata Sílvio Santos, hoje ela foi comprada por Edir Macedo, também fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Antes de mais nada, quero lembrar que sou católico, mas não tenho a audácia de julgar outras religiões, inclusive aqui no Radioativo temos membros participantes ativos do movimento protestante.

Mas, esse respeito não pode ser confundido co
m a justiça em sí.Depois de diversas acusações, Edir Macedo provou que usa a fé de pessoas INTEGRAS E HONESTAS para fins financeiros.E a Rede Record é o seu maior portal para isso.

Além disso, a Rede se mostra uma das mais "democráticas" de todas, não favorecendo nenhuma região no seu jornalismo, e, com programas de entretenimento interessantes, pois não contam só com "bobagens", mas também com informação e cultura.O programa "Hoje em Dia" é um bom exemplo disso, e é um dos carros chefes da emissora.

Sistema Brasileiro de Televisão (Sistema Brasileiro de Televisão S/C LTDA)


Depois de uma fusão da TVS com a TV Tupi, Silvio Santos, com um golpe de mestre, funda sua emissora, a SBT.

Julga-la é complicado.Pois, apesar de ter um setor de jornalismo sofrível e um telenovelismo, digamos, mexicano demais, a SBT nos traz clássicos como "Chaves", "Chapólim","Eu, a patroa e as crianças" e o nostálgico "Um maluco no pedaço".

Alias, é desses clássicos e de suas reprises que a SBT vive, além dos programas de seu fundador, Sílvio Santos, que fazem a alegria das classes menos favorecidas.

Rede TV (TV ômega LTDA)Essa pitoresca rede de tv é um exemplo de tudo de ruim que temos acima reunido.

Com péssima qualidade técnica, jornalismo imparcial e parte esportiva fraca, a Rede TV sobrevive apenas de programas de fofoca comandados por celebridades decadentes (como Íris Stefanelli, a popular Siri).

Talvez a única exceção desta regra seja as hilárias perípecias do grupo de humoristas do "Pânico na TV".Mas, um só programa não salva toda uma grade defeituosa.

Então, depois de tamanha análise, só vocês leitores podem me responder, será que presta?

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Tv Radioativo #3

Para vossa apreciação, mais um episódio da Tv Radioativo! Nesse episódio, Sr. C e Capitão Brasil debatem sobre uma velha discussão que envolve os filmes e as artes, "É melhor ser artístico ou comercial?". E para usar como alvo desse debate, usamos o clássico Era Uma Vez no Oeste e damos nossas impressões. Confira!



Aguardem mais atrações em breve.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

C&C: Ônibus




Todos os dias saio de casa no mesmo horário para pegar o mesmo ônibus, que é dirigido pelo mesmo motorista há dez anos.
Nestes últimos dez anos pouca coisa mudou, ainda moro no mesmo lugar e faço o mesmo caminho pra chegar no ponto de ônibus, onde espero cerca de 15 minutos até a chegada do mesmo e geralmente sobem ao veículo eu e uma sipática senhora para a qual nunca disse oi; Dez anos.

A passgem do transporte público aumentou bastante nos últimos tempos, mas meu salário ainda é sulficiente e como embarco no ônibus num dos primeiros pontos, ele está vazio e eu posso me sentar, sendo assim recompensado pelo gasto.

Quando comecei neste emprego, eu me sentava perto de outras pessoas e passava a viagem inteira tentando ouvir do que elas falavam, mas dificilmente compreendia tudo. Cheguei a ouvir histórias envolvendo brigas familiares, mulheres descobrindo-se grávidas, promoções no emprego, demissões e até coisas sobre roubos e assassinatos, mas provavelmente estava fantasiando.
Hoje em dia, estou cansado de pessoas e procuro me sentar o mais longe possível dos outros ocupantes do veículo, mesmo reparando que a senhora do ponto sempre se senta no fundo do ônibus; nunca quis saber porquê.

Eis que no meio do percurso entra Ela: Linda, maravilhosa, uma verdadeira deusa. É Ela é o motivo de eu pegar o ônibus sempre no mesmo horário e chegar com certa antecedência no escritório. Apenas observo, sendo que nunca falei com ela, mesmo nas poucas vezes em que Ela se sentou ao meu lado.

Conforme o ônibus segue sua trajetória, mais pessoas vão entrando e eu penso sobre o valor da pasagem para aqueles que ficam em pé, deveria ser menor.
Minha falecida mãe me ensinou desde muito jovem a ceder meu lugar para aqueles que precisam, mas quando algum idoso ou deficiente entra no ônibus eu finjo estar dormindo e outro pasageiro recebe a missão de ficar em pé em benefício do próximo.
Algumas vezes os ocupantes ao meu lado tentam "puxar" conversa comigo, mas nunca me importei, já usei o truque do cochilo e até já finji ser surdo pra evitar tais pessoas.

Em certo momento, a lotação é tão grande que Ela desaparece da minha vista e até hoje não sei em que ponto Ela salta do ônibus, apenas sei que é antes do meu destino, ou melhor, Ela fica muito longe do meu destino.

Finalmente chego onde queria, mas mal vejo o dia passar enquanto estou trabalhando e logo estou de volta ao ônibus. Um outro motorista me conduz até minha casa, onde apenas janto, tomo um banho e me deito depois do jornal.
Toda noite em minha cama, fico imaginando como seria minha vida se ela fosse minimamente emocionante, se algo interessante acontecece comigo.

Penso que me falta um pouco de atitude, mas deve ser besteira. Amanhã é outro dia e o ônibus me espera.

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Com este post inauguramos a seção C&C: Contos e Crônicas aqui no Radioativo.

Aqui serão publicados aperiodicamente contos e crônicas de nossa autoria e de outros lugares também, sempre com devido crédito ao autor. Também estão incluidas nesta seção as "Crônicas do Capitão".
Até a próxima!


*Imagem inicial retirada de O patifúndio.

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Tokusatsu Parte 2 - Metal Heroes

Se você perdeu o primeiro post desta série, clique aqui.


2. Metal Heroes



Devido ao sucesso alcançado com as séries do tipo Super Sentai, a Toei Company decidiu investir mais no filão dos tokusatsus e para isso desenvolveu este novo plot de histórias. Produzidos a partir de 1982, a maioria dos Tokusatsus desse estilo tem como personagem principal um policial (detetive, xerife) treinado no espaço para ser um guerreiro espacial sempre se ultilizando de veículos especiais para suas missões. Algumas séries tem mais de um herói como protagonista.


Gyaban - Também conhecido como "Gavan" ou "Policial do Espaçao Gavan" este foi o primeiro tokusatsu do tipo Metal Hero, produzido pela Toei em 1982, conta a história de Retsu Ichijouji que utiliza suas armas de ultima tecnologia para enfrentar a Organização Criminosa Makuu que além de enviar seus montros a Terra, também foi responsável pelo desaparecimento do pai de Retsu, que também foi um polical do espaço.
Interessante notar que esta série utiliza exatamente a mesma fórmula em todos os episódios (o inimigo sempre enviava o herói para um "mundo paralelo") e mesmo assim fez um grande sucesso no Japão, rendendo a criação da "trilogia dos policiais do espaço".
Foi exibido no Brasil pela Globo com o nome de "Space Cop", porém fora de ordem, já que foi exibido aqui depois de Sharivan e de Shaider, seus sucessores na trilogia.

Sharivan - No último episódio de Gyaban, o destemido herói salva o policial florestal Den Iga, que se torna o novo detetive espacial, enquanto Gyaban é promovido a capitão. A ameça enfrentada por Sharivan é Sociedade Secreta MAD, lidarada por Mao Psych.
Seguiu a fórmula de Gyaban, com montros semelhantes, aventuras parecidas e o mesmo "mundo paralelo" para onde era enviado em todo episódio e com isso também obteve o estrondoso sucesso da série anterior.
Como dito acima, foi exibido no Brasil antes de Gayban, pela TV Bandeirantes e depois pela Rede Record com o nome de "Detetive Espacial Sharivan" e de "Sharivan, o Guardião do Espaço", respectivamente.

Shaider - Última série da trilogia dos "policiais do espaço", tentou mais uma vez emular seus antecessores, mas fez pouco sucesso, porque a fórmula já havia cansado os telespectadores japoneses.
Conta a história de Dai Sawamura que luta contra o clã Fuuma e seus monstros.
Exibida no Brasil pela Rede Globo e pela TV Gazeta.
Com o fim da série, a Toei criou um especial com o crossover dos três personagens para encerrar de vez a trilogia e se libertar para criação de novas séries. Abaixo, uma imagem dos três heróis.




Jaspion - Não tem ligação direta com a trilogia original, mas foi concebida nos mesmos moldes da mesma, no entento, é bem menos repetitiva que a Trilogia dos policiais do espaço.
Sem dúvida nenhuma é o tokusatsu de maior sucesso no Brasil, já que foi pioneira e juntamente com Changeman iniciou a febre de Tokusatsus em nosso páis. Jaspion rendeu aqui brinquedos, álbuns, Histórias em Quadrinhos e até hoje tem uma extensa legião de fãs.
No Japão não obteve o mesmo resultado (praticamente nenhuma série alcançou o sucesso de Gyaban), mas foi o sulficiente para a Toei continuar investindo no gênero.


Spielvan - Produzido em 1986, a história de Spielvan fala de dois sobreviventes do planeta Clean que são enviados a Terra em uma nave super-tecnológica, afim de que em nosso planete (depois de 12 anos de animação suspensa) possam enfrentar o Império Water, responsável pela destruição do planeta Clean.
Passou no Brasil pela Rede Manchete e, em uma clara jogada de marketing, foi nomeado como "Jaspion 2", mesmo mantendo o nome Spielvan nos episódios.

Metalder - Mudando totalmente o rumo dos Metal Heroes até aqui, a Toei abandonou a temática espacial e também adicionou uma intensa carga dramática na série, fato que afastou o publico-alvo infantil e fez com que Metalder fosse a série mais curta do Gênero, com apenas 38 episódios.
O personagem principal é um ciborgue que seria usada na Segunda Guerra Mundial como arma secreta do Japão, mas que só foi ativado muitos anos depois e deve enfrentar Neroz e seu Exército das Máquinas.
No Brasil, virou "Metalder, o Homem Máquina" e foi exibido na Rede Bandeirantes.
Como curiosidade, vale dizer que assim como foram feitos os infames Power Rangers, uma empresa norte-americana também tentou adaptar Metalder (além de Gayban e Sharivan) com o nome de VR Troppers, mas a tentativa foi um fracasso (felizmente).



Jiraya - Este seriado de 1988 também fez muito sucesso no Brasil, quando exibido pela Rede Manchete. A trama inovou mais uma vez ao contar a hsitória do Nija Jiraya, que precisa proteger o maior tesouro do mundo da Família dos Feiticeiros.
Também fez bastante sucesso em sua terra de origem, rendendo esta série com 50 episódios e a participação especial de Jiraya na série sucessora, Jiban.




Jiban
- Misturando os conceitos de Metalder, Jiraya e do sucesso norte-americano Robocop, Jiban é um Policial Ciborgue que luta contra a organização Biolon.
Foi a única série tokustasu trazida para o Brasil no mesmo ano em que foi produzida no Japão (1989), pela Rede Manchete com o nome de "Policial de Aço Jiban".

Winspector - A partir de 1990 foi produzida uma nova trilogia, conhecida como "Trilogia dos Rescue Heroes" e Winspector é a primeira série desta nova empreitada da Toei Co.
O enredo mostra a história do Chefe Shunsuke Massaki, que reuniu um trio de policiais especiais para combater os crimes que não eram suportados pela polícia comum, sendo tal trio formado por um humano (policial Liuma Ogawa) e dois robôs.


Solbrain - Após o trio Winspector se mudar para a Europa o Chefe Shunsuke Massaki logo reuniu um trio ainda melhor para cuidar de assuntos que a polícia normal do Japão não podia dar conta, surge assim a Super Equipe de Resgate Solbrain.
Apesar da participação constante de Liuma Ogawa nesta série, os casos esnfrentados pela nova equipe eram mais elaborados que os enfrentados por seus antecessores, embora mais repetitivos.
Foi o último Tokusatsu do Gênero Metal Hero a ser exibido no Brasil, pela Rede Manchete em 1995, já que estes seriados passaram a perder espaço para a nova febre dos Animes.

Exceedraft - Encerrando a "Trilogia dos Rescue Heroes", Exceedraft foi a última equipe idealizada pelo Chefe ShunSuke, com a finalidade de atuar no combate a problemas humanos, como policiamento, resolução de crimes e poluição ambiental, por exemplo. Lembrava um pouco a idéia dos Super Sentais, mas fez pouco sucesso no Japão.

Depois desta trilogia, o gênero Metal Hero sobreviveu até 1998 com as séries Jamperson, Blue Swat, B-Fighter, B-Fighter Kabuto, Kabutack e Robotack, sendo que nenhuma delas alcançou grande destaque, encerrando o estilo de uma vez por todas em 98.
Vale dizer que a partir de B-Fighter Kabuto, os heróis passaram a ser inspirados em insetos, mostrando a influência das séries Kamen Rider (que ainda serão analisadas nesta coluna).

Na semana que vem começaremos a falar dos Henshin Heroes. Não Perca!

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Angelo Angelical.


Angelo Agostini era italiano (mais precisamente Vercelli, da provincia de Piemonte), mas se mudou pra São Paulo aos 16 anos, em uma das muitas viagens da sua mãe, que era cantora.

É considerado por muitos o Will Eisner brasileiro, por motivos claros.Assim como Eisner, Agostini deu forma os quadrinhos do seu país, criando um forte mercado leitor e produtor.Assim como Eisner, Agostini criticava a politica da época através do humor, e não da crítica clara.Assim como Eisner, Angelo não só escrevia sobre sua opinião sociologia, como também participava ativamente da política, sendo contra várias medidas do Império Brasileiro (pros pouco situados, Angelo nasceu em 1843 e morreu em 1910, ou seja, pouco pegou do início da republica brasileira).E, assim como Eisner, Angelo Agostini é o nome de uma grande premiação dos quadrinhos, o Prêmio Angelo Agostini.

Como já falei, a vida politica de Agostini era intensa.Várias vezes ele se mostrou contra a escravidão com seus personagens, e diversas vezes ele criticou as figuras reais de maneira clara, fazendo caricaturas com maestria invejável.

Em outras, ele também criticou "heróis" nacionais, como Antonio Conselheiro, tentando empurrar para fora a democracia (genial!), na charge abaixo:



Seu personagem mais famoso, o Caipora (charge abaixo) era um retrato fiel do "roçeiro" brasileiro e de todos os problemas e alienações que ele teria que passar, durante sua vida num período conturbado da história brasileira:a transição da república para a democracia.

Angelo também conseguiu um marco que até hoje é motivo de dúvidas e pesquisas no mundo inteiro.Em 1869 ele escreveu a polêmica Nhô-quim, que é considerada por muitos não só a primeira HQ brasileira, como a primeira HQ a ser produzida no mundo.Até hoje especialistas em quadrinhos tentam averiguar a veracidade do fato, pois outras duas HQs também se mostram como tão antigas quanto.

Vocês devem estar se perguntando: "Tá certo, esse cara é genial, mas por que uma matéria sobre ele só agora?".Simples.O dia do Quadrinho Nacional foi feito em homenagem a ele, e a mais ninguém.

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